21 abril 2010

Eu vou!!

Depois de novas visões, novos motivos para sorrir, novos objectivos, e novos etc., vou-me perder.
E digo isto porquê? Porque, afastando-me da realidade, esquecendo a vida que existe para além da redoma de vidro que me envolve, vou enfiar-me dentro da tenda e entregar-me à música! Esquecer o que não posso controlar, e deixar ser a música controlar aquilo que posso. Porque a música é na verdade uma qualquer magia que nos transforma naquilo que decidimos ouvir no momento. A música tem o poder de dizer aquilo para o qual não encontramos palavras. E assim dedicarei a minha próxima semana a louvá-la. A ela e a todas as combinações que com ela for capaz de fazer!

Sim sim, é isso mesmo! A próxima semana vou mesmo. Consegui. Vou Enterrar-me como nunca o fiz antes!
Enterro 2010: EU VOU! Prepara-te ;P

12 abril 2010

Para recordar… 2009!

Porque foi bonito e porque nos marcou todos os pequenos e grandes acontecimentos.
Porque estávamos numa fase e agora estamos algures numa completamente diferente. E nos perguntamos em qual estaremos para o próximo!
Mas com certezas mais fortes que este Enterro tem muito para dar. Será, sem dúvida, O Enterro para contar aos nossos netos!



[Atenção às mentes sensíveis. Não aconselhável!]



[Não queremos lesar ninguém que apareça nas fotografias. Se aparecem é porque foram importantes e estavam presentes nos momentos que gravamos na nossa memória. Ainda assim, damo-vos a oportunidade de se queixarem a nós por a vossa imagem estar presente num blog com ‘c*r*lh*’ no título!]



Ainda com as expectativas altas, daremos mais notícias até ao dia por nós tão esperado!

11 abril 2010

Just rage.


Não consigo pousar a cabeça na almofada, dormir alguma coisa de jeito, depois do que me disseste. As palavras dão voltas e voltas na minha cabeça, mas a meio perdem o sentido e eu vou-me com elas. Não te custava ter-me contado a verdade mais cedo. Não te custava mesmo nada. Assim, o passado já não seria uma montanha de mentiras, que me chegam a causar nojo.

Assim que saíste pela porta, numa atitude de raiva cega e irracional, queimei tudo o que tinha de ti. Pathetic me. Debruçada no lavatório, a tentar não molhar o fósforo com as lágrimas furiosas que chorava.

Quando me acalmei, mandei aquela merda toda, aquela tua merda toda, cano abaixo. Tirei um cigarro do maço. O primeiro de muitos durante o dia.

Dizes que ela te faz sentir vivo. Acredito. Sei mesmo de que maneira, seu cabrão de merda. Sei que não vai durar e vais querer voltar. Nessa altura vou ter um grande gosto em te bater com a cara na porta. Se te aleijar ainda melhor. Se sangrares e morreres à porta, juro-te que vou tentar não te pisar quando sair de casa.

O pior, seu filho da mãe, é que me roubaste o sossego. Pedi-te que me deixasses sozinha e em paz. Quiseste ter-me. Quiseste construir todas aquelas patetices comigo. Querias ter filhos...

E assim, sozinha, sentada à mesa da cozinha e a olhar através da janela, a olhar para o mundo que se continua a movimentar, não percebo.

Ainda ontem me amavas... que aconteceu?

08 abril 2010

'A-música-oficial-de-preparação-para-o -Enterro-2010', por KIA ou 'se este título é grande com'ó caralho é porque deve ser mesmo bom'

Nostalgia ao pensar em torradas para pequeno-almoço é o primeiro sinal de que a preparação para o Enterro já se instaurou cá por casa. Outros sinais surgem; tropeçamos neles todos os dias e tentamos nem reparar. Impossível, garanto.

De qualquer forma, um dos mais evidentes é o aparecimento de melodias que acabam por ser consideradas ‘músicas-oficiais-de-countdown-para-o-Enterro’ pela KIA. Este ano é uma sra. música, confesso.
[A quem tenha alguma alergia à língua francesa, recomenda-se moderação na audição do que se segue. Porque o vício, esse, é inevitável, meus amigos.]



E é disto que tem pairado no ar cá de casa: nos despertadores do telemóvel, como banda sonora de banhos, lavagens de louça e praticamente todas as outras actividades que envolvam água e/ou situações que não cheguem a ser razão suficiente. Ela anda sempre por lá. E quer-me parecer que por lá ficará até ao Enterro, quando outra fôr adoptada.

E vós – matem-me a curiosidade!: que música vos paira na cabeça quando pensam no Enterro? Ou qual a que habita no despertador do vosso telemóvel? [porque não pretendo excluir quem (ainda) não conhece o Enterro. E lamento desde já, porque quer-me parecer que estou, de certa forma, a excluir aqui a possibilidade de resposta por parte de pessoas surdas de nascença. e vai daí não me parece bonito.]

05 abril 2010

Enterro 2010

A KIA encontra-se em estado de preparação para a grande semana que se avizinha, que é o Enterro de Aveiro. Nem todas de nós temos a certeza de cá estar para a viver na totalidade, mas todas contamos com essa possibilidade, todas com a pulseira do geral no pulso.
Estamos a fazer preparativos para esta ser uma semana inesquecível, e que consiga ultrapassar a espectacularidade que foi o Enterro 2009. Várias ideias nos rondam a mente. Daremos mais notícias até lá.
Entretanto, apesar de os concertos não serem a nossa maior lembrança, o cartaz agrada-nos. Dentro das possibilidades, tentaremos estar presentes em todos os dias. Ver-nos-ão por lá, sem dúvida!

[Tirando as de nós que já foram às compras, as outras ficar-se-ão pelo aluguer.]

Muitas expectativas estão colocadas para este Enterro. Esperamos não sair desiludidas.


É para ser Legen…wait for it… dary!!

02 abril 2010

Ressurreição

72º Dia, Ano 21:

Ao 4º dia ergueu-se da mortalha e andou por entre os homens. As nuvens descobriram o sol e em todo o vale foi sentido uma onda de alívio. As mulheres choraram de alegria agarradas aos seus mantos negros e os homens ajoelharam-se cobrindo os seus rostos, com vergonha. As suas chagas haviam desaparecido e o seu rosto não estava mais coberto por sangue. Aos homens e às mulheres sorriu, porque era o início de uma nova era. A era da sua adoração. Uma era repleta de amor entre os homens, paz entre os homens e bolachas.

Amim


Já posso aparecer?... Ou ainda estou morta para a sociedade bloguista? :(

01 abril 2010

Especial dia 01.Abril

Uma breve descrição.
Não sou pessoa de ligar a promenores. Não me interesso por pequenos gestos. Não reparo em cada palavra que me dizem. Nem fico acordada à noite a relembrar todos aqueles momentos. Tenho uma memória enorme, e consigo lembrar exactamente cada gesto que foi feito no passado e cada momento que foi passado. Não me arrependo de nenhuma das minhas escolhas, mas se pudesse voltar atrás, mudava-as completamente para ter uma vida presente totalmente diferente. Não gosto de sonhar. Prefiro a realidade nua e crua. Não sou pessoa de perder tempo em devaneios. Odeio que me abracem, principalmente quando estou em baixo. E odeio que me façam sorrir. Se quero sorrir, sorriu por mim mesma, não preciso de ajudas. Acredito em 'fairy tales' e o homem perfeito é aquele sem defeitos e apenas cheio de qualidades. Não gosto de partilhar o meu prato, nem de fazer planos. Sou óptima com pessoas, mas não gosto de me ver rodeada por elas. Mas odeio estar sozinha. Detesto momentos românticos tanto como de ser surpreendida. Gosto que me vejam como uma pessoa fraca e adoro admitir os meus medos e angústias. Adoro ainda mais mostrar na minha cara tudo o que na minha alma se passa.

Esta sou eu. Hoje. Porque não sofro de nenhum dos 7 pecados capitais, muito menos de um 8º a que dão o nome de 'orgulho'.

por Morgaine




Falo-vos hoje das duas coisas que mais me fascinam por estes tempos.
Uma delas são os piropos pouco complexos. Porque a maneira como me deixam tão pouco à imaginação torna-os deveras interessantes. Isso e a dificuldade que existe em sacar um desses a um qualquer operário. É desafio.
Outra são os clichés. Porque se ele há coisa que fica muito taco-a-taco com os piropos básicos são os clichés. ‘Vai-se andando’, ‘logo se vê’ e ‘o prazer é todo meu’ são excelentes exemplos. Mas não há nada que bata o ‘posso-te conhecer?’. Isso sim, é poesia urbana. Venham com essa lírica toda para cima de mim, que eu juro que não sei se resisto.

Logo se vê, suponho.

por dRiMna

[Por motivos que vos serão alheios, vimos por este meio transmitir que uma das 3 partes da KIA se despede deste blog. E logo a que tinha o quarto maior. À caffeine'neurotoxin, o devido agradecimento.]

Votação #4 - Histórias de encantar (ou não)




E chegou ao fim mais uma votação.
Desta vez a adesão não foi tão grande e as conclusões não poderão ser tiradas para a população em geral. Mesmo assim, não me surpreendi com as respostas que obtivemos.






Das 6 participantes, 5 não acreditam em histórias de encantar porque não existem príncipes como os da Disney. Pois, isso é óbvio, visto que estes são desenhados e feitos à medida. Mas há sua maneira, acredito que existam, mas não tão perfeitos como estes feitos por encomenda, mas isso cabe-nos a nós também adaptarmo-nos a eles. Apesar disso, o outro voto foi o meu. Apoiei os 2 rapazes que participaram, e ‘escolhi’ não acreditar nestas histórias, porque o passado me diz que elas não existem. Porque uma história de encantar pressupõe o ‘happily ever after’, e a partir do momento em que isto não acontece e é quebrado, a história de encantar acaba.


Apesar dos apenas 2 participantes, não me espantou as respostas. Claro que esperava que alguns ditos machistas, no gozo, escolhessem o ‘…isso é para meninas’. Mas no fundo, acredito que, se eles não acreditam, é porque já viram que estas coisas podem chegar ao fim antes do happily ever after’ chegar. Por isso, acabei por não me surpreender com as poucas votações nesta opção.

Conclusão final:
Dos 8 participantes, nenhum acredita nestas histórias. E eu pergunto-me porquê? Estamo-nos a tornar pessoas pessimistas, ou simplesmente realistas? Sinceramente não sei. Um dia, na pura da inocência, acreditei nestas histórias e no ‘happily ever after’. Acreditei e pensei estar a vivê-lo. Mas como não chegou ao ‘ever after’, acabei sem acreditar. E talvez seja isso que se passe com as pessoas de hoje. Ou já viveram histórias, que por qualquer motivo acabaram e deixaram marcas que não deixam acreditar mais. Ou virão demasiadas histórias acabarem para pensarem que a sua poderia ser diferente. E neste ponto, também eu me identifico.

Tenho pena que assim seja. Sinto-me triste por já não se acreditar. Porque não são precisos príncipes encantados e belas adormecidas para fazer uma história de encantar. É apenas preciso vontade e força para tentar. Podemos não chegar ao ‘happily ever after’, mas podemos fazer do ‘happily’ a nossa própria história de encantar.


[Acabo por estar a dizer que acredito, e poderia mudar o meu voto para ‘Acredito, mas sei que dá trabalho para as conseguir’. E na altura fiquei indecisa entre as duas opções. Mas sinceramente… a que escolhi é a que mais tristemente me preencheu e continua a preencher.]