Não Brandon...não pode voltar a ser como era. Mas, pode ser melhor :)
Porque todos nós chegamos a um momento em que devíamos dizer isto, porque apesar de tudo o que nos possa acontecer, temos que nos compôr e seguir em frente.
27 julho 2013
18 junho 2013
Este senhor sabe do que fala
...e quando for grande quero escrever como ele :)
"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? (…) Quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar.
Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência (…) A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
O esquecimento não tem arte (…) Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.”
O último Volume, por Miguel Esteves Cardoso
05 junho 2013
Este vai mesmo sem titulo
Ás vezes pedimos muito uma coisa. Pedimos a quem quer que nos esteja a ouvir. A uma qualquer entidade que seja capaz de interceder por nós. A qualquer força sobrenatural que nos possa realizar o desejo. Levantamos os braços em direcção ao céu e pedimos. Pedimos muito para ter. Pedimos fervorosamente que aconteça. E muitas vezes não obtemos qualquer sinal. Baixamos os braços, desiludidos e pensamos que afinal ninguém nos ouviu. Ou, se alguém ouviu, achou que não éramos merecedores de tal benesse e virou as costas.
Mas ,se calhar estamos enganados. Talvez tenhamos sido ouvidos. E talvez o nosso ouvinte saiba uma coisa que nós ainda desconhecemos. Talvez saiba que aquilo que estamos a pedir não é o melhor para nós. E então fica calado. Pelo menos até ao dia em que nós finalmente percebemos o quão errados estávamos.
Mas ,se calhar estamos enganados. Talvez tenhamos sido ouvidos. E talvez o nosso ouvinte saiba uma coisa que nós ainda desconhecemos. Talvez saiba que aquilo que estamos a pedir não é o melhor para nós. E então fica calado. Pelo menos até ao dia em que nós finalmente percebemos o quão errados estávamos.
E nesse dia...bem, nesse dia logo se vê
02 junho 2013
E ele tem toda a razão II
Chaos isn't a pit. Chaos is a ladder. Many who try to climb it fail and never get to try again. The fall breaks them. And some, are given a chance to climb. They refuse, they cling to the realm or the gods or love. Illusions. Only the ladder is real. The climb is all there is.
Petyr Baelish, Game of Thrones
19 maio 2013
14 maio 2013
Reconhecimento
Numa altura (que já se vem arrastando há muito) de esforços contínuos (equiparáveis a esforços dos semi-deuses) sobre tudo (amigos, família, trabalho), sobre mim, de já não acreditar em encaixar naquilo que gosto, há que parar e ver o reconhecimento dos outros naquilo que fazemos.
Mas ontem tive vários exemplos de que não.
Modelas-te para seres uma boa pessoa (mais do que boa, uma pessoa atenta) aos outros, para não cultivares em ti sentimentos maus (por que te corroem e não levam a lado nenhum), para não te vingares nas pessoas que te magoam (dás sempre oportunidade e se não isso, pelo menos um "bom dia" de reconhecimento).
Uma vez a minha mãe disse-me que não estava preparada para este mundo. Já não me lembro da situação que era, mas de certeza que defendia algo com paixão cega. Algo de bom, espero eu.
Mas depois, aprende-se que os outros não te devolvem. Tu esperas que sim, mas não. O princípio da coisa, seria ser boa pessoa, independentemente de quaisquer recompensas. Mas neste "mundo cão" (mãezinha) não dá para ser bom a toda hora.
Já tive alturas em que a bondade não foi retribuída, quando mais precisava; já tive alturas em que me espezinharam e gozaram. Dei na mesma. A minha mãe sempre me disse "faz bem, não olhes a quem". E eu, até hoje sigo este conselho.
Às vezes, já só espero que o karma actue na vez das pessoas. Por que algumas já perderam toda e qualquer capacidade de olhar para o lado.
Ontem senti-me mal num centro comercial. Não tive uma única pessoa que parasse para me perguntar o que se passava. Sim, houve pessoas a voltar atrás...para ver uns sapatos ou para verificar o preço de um vestido. Quantas delas dão alimentos, roupas para os mais necessitados? Muitas com certeza. Mas no que toca a olhar para o outro, ajudar no momento...
Falo deste exemplo, por que já nem há a capacidade de nos reconhecermos uns aos outros (e por que dói). Já não nos reconhecemos, mesmo partilhando o mesmo.
Perante isto, o desânimo, só resta continuar a insistir (mesmo que pareça de doidos) e esperar o tal resultado diferente.
Mas ontem tive vários exemplos de que não.
Modelas-te para seres uma boa pessoa (mais do que boa, uma pessoa atenta) aos outros, para não cultivares em ti sentimentos maus (por que te corroem e não levam a lado nenhum), para não te vingares nas pessoas que te magoam (dás sempre oportunidade e se não isso, pelo menos um "bom dia" de reconhecimento).
Uma vez a minha mãe disse-me que não estava preparada para este mundo. Já não me lembro da situação que era, mas de certeza que defendia algo com paixão cega. Algo de bom, espero eu.
Mas depois, aprende-se que os outros não te devolvem. Tu esperas que sim, mas não. O princípio da coisa, seria ser boa pessoa, independentemente de quaisquer recompensas. Mas neste "mundo cão" (mãezinha) não dá para ser bom a toda hora.
Já tive alturas em que a bondade não foi retribuída, quando mais precisava; já tive alturas em que me espezinharam e gozaram. Dei na mesma. A minha mãe sempre me disse "faz bem, não olhes a quem". E eu, até hoje sigo este conselho.
Às vezes, já só espero que o karma actue na vez das pessoas. Por que algumas já perderam toda e qualquer capacidade de olhar para o lado.
Ontem senti-me mal num centro comercial. Não tive uma única pessoa que parasse para me perguntar o que se passava. Sim, houve pessoas a voltar atrás...para ver uns sapatos ou para verificar o preço de um vestido. Quantas delas dão alimentos, roupas para os mais necessitados? Muitas com certeza. Mas no que toca a olhar para o outro, ajudar no momento...
Falo deste exemplo, por que já nem há a capacidade de nos reconhecermos uns aos outros (e por que dói). Já não nos reconhecemos, mesmo partilhando o mesmo.
Perante isto, o desânimo, só resta continuar a insistir (mesmo que pareça de doidos) e esperar o tal resultado diferente.
08 maio 2013
E ele tem toda a razão
“You can’t cling to the past. Because no matter how tightly you hold on, it’s already gone.”Ted Mosby
05 maio 2013
04 maio 2013
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