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28 abril 2013

Final #1

Estou muito zangada contigo.
Por muito do que aconteceu entre nós, mas principalmente porque nunca tive oportunidade de falar. E continuo a empurrar isto, por que agora já não faz sentido se estou ou não.
Mas estou.
Por ter acreditado em ti segunda vez. Às vezes acho que me trataste como os outros rapazes da minha vida. Como se o meu amor fosse lepra. Sinto-me tão zangada, tão zangada que às vezes parece que vou explodir.
Por isso é que às vezes me comporto de forma tão esquisita. Por que ainda gosto de ti, mas estou zangada. E muito triste.E não percebo como o que eu sou e que te podia oferecer, não foram suficientes. Nenhuma das vezes.

03 fevereiro 2013

Metades

Pensamos que somos o dobro de tudo, duas vezes mais que ontem e duas menos que amanhã.

Mas, no final somos apenas metade de qualquer coisa que já foi.


24 junho 2010

The fray

Gosto destes senhores à anos. Acompanha-os sempre um sentimento de nostalgia, uma saudade dos anos que passaram, uma saudade dos momentos perdidos e que nunca mais vao voltar a ser encontrados. Hoje estou cansada. Fiz uma viagem de muitos anos no tempo, e com esta musica recordei tudo aquilo que la ficou naquele cantinho a que costumamos chamar de passado.

Sinto falta de tanta coisa. E hoje ainda mais. Esta voz inconfundivel faz-me sempre ficar assim. Agarrada aquilo que já foi, presa à esperança de que o futuro me reserve muito mais coisas para poder recordar.



(musica vai fazer sempre lembrar-me uma pessoa que admira esta forma de expressão/arte. É um dos membros deste blog, e merece uma mensagem especial de melhoras. um beijão de todas as meninas do "compõe-te" para a Drimna (: )

15 junho 2010

Todos os telhados são de vidro


Não critiques o que não conheces, não fales do que não sabes.

Existe uma mania generalizada das pessoas de comentarem isto ou aquilo desta ou daquela pessoa. Mas será que se dão ao trabalho de olhar para além do que se vê e do que é mostrado? Será que se dão ao trabalho de conhecer o historial da pessoa em questão? Não!

Se não sabes, não fales! Se não adquiriste todo o conhecimento, não dês opiniões!
Até se saber o que é viver noutra pele que não a nossa, nada se pode opinar sobre as escolhas de alguém que deambula pela vida numa pele totalmente diferente.
É normal o fazer, claro. Mas cuidado para não cair no erro de, no futuro, seres tu a cometer o mesmo erro. Como te sentirias se depois fosses tu a fazer aquilo a que tanto atiraste pedras?

Pois…

05 junho 2010

‘Cause this are the things i love the most

A primeira vez que ouvimos a palavra mudança temos arrepios e ficamos com aquela dor de estômago que tanto incomoda. Para quê mudar quando estamos tão bem assim? Para quê ir para um sitio diferente se já estamos tão habitadas a estar naquele cantinho que podemos chamar de “nosso”. Mas a mudança vem. Os arrepios passam. Começamos a pensar que até nem é assim tão mau mudar qualquer coisa na nossa vida. Até nos parece aceitável. De aceitável a mudança passa a agradável. E chega o momento em que já não conseguimos imaginar a nossa vida como ela era "antes". Voltámos a acostumar-nos. Voltámos a acomodar-nos. Voltámos a sentir arrepios só de pensar numa nova mudança. E se essa mudança for um passo a trás, um regresso ao que havia “antes” então os arrepios ainda virão mais fortes.

Vou dar dois passos atrás, ao mesmo tempo que vou dar um passo em frente. Vou voltar (durante algum tempo) ao meu “antes”. Àquilo que há alguns anos atrás me custou tanto deixar. Mas agora o que custa deixar, são as pessoas que a mudança me apresentou, são os sítios novos que ela me mostrou, são as sensações que ela me fez experimentar. Poderia dizer que vou ter saudades, que vou sentir falta disto tudo, mas isso não chega. Jantares, sorrisos, saídas até de manha, aquelas conversas, os passeios, os cafés ou os gelados que se transformam em mais qualquer coisa, o estudo que se transforma em tudo menos no que devia ser, as coisas programadas e que não acontecem, as coisas que não são programadas e que se transformam nos melhores dias/manhas /noites. Vou perder isso tudo durante um bocadinho. E esse bocadinho vai-me custar tanto. O que alivia os arrepios é saber que isto não é um adeus. Longe disso!! É só um até já. E é um até já muito curtinho. Breve mesmo. Já vos sinto a falta pessoas! Contem os dias que faltam. São poucos, acreditem. Ontem faltava mais um dia. Amanha vai faltar menos um!

Até já =)

12 abril 2010

Para recordar… 2009!

Porque foi bonito e porque nos marcou todos os pequenos e grandes acontecimentos.
Porque estávamos numa fase e agora estamos algures numa completamente diferente. E nos perguntamos em qual estaremos para o próximo!
Mas com certezas mais fortes que este Enterro tem muito para dar. Será, sem dúvida, O Enterro para contar aos nossos netos!



[Atenção às mentes sensíveis. Não aconselhável!]



[Não queremos lesar ninguém que apareça nas fotografias. Se aparecem é porque foram importantes e estavam presentes nos momentos que gravamos na nossa memória. Ainda assim, damo-vos a oportunidade de se queixarem a nós por a vossa imagem estar presente num blog com ‘c*r*lh*’ no título!]



Ainda com as expectativas altas, daremos mais notícias até ao dia por nós tão esperado!

27 outubro 2009

Carinho de amigo

Ele deitou-se ao lado dela. Na inocência da amizade. Mas então ela encostou a sua cabeça no seu peito e abraçou-o. Ele respirou fundo e acariciou-lhe os cabelos. Ambos precisavam de carinho, e tinham tanto para dar. E assim partilharam a primeira noite juntos. Puros amigos que precisavam da companhia de alguém naquela noite. Mas então ele teve de se levantar, e sem saber se por algum hábito antigo ou por algum sentimento que se despertou naquela noite, beijou-a na testa como que dizendo “Já venho querida, espera por mim”.




Ela sentiu as carícias dele no cabelo. Sentiu-se bem e quis retribuir o gesto. Mas não foi capaz de o acariciar. Isso trazia-lhe demasiadas recordações. Recordações antigas de uma vida passada. Recordações recentes de um abraço no final de uma noite passada como que por engano. Pôde apenas abraçá-lo e receber as carícias dele. E assim adormeceu nos braços de um bom amigo que havia descoberto há bem pouco tempo.



Acordou com a agitação dele ao levantar-se, e ao dar-lhe um beijo de despedida antes de sair da cama. Toda a noite tinha corrido com naturalidade. Dois simples amigos que precisavam de carinho. Mas aquele beijo foi estranho. Parecia que havia uma cumplicidade onde não podia existir, uma intimidade que nunca tinha tido oportunidade de se formar. Ela achou estranho, mas continuou a sentir-se bem. Naquele momento estava preenchida e sentia-se completa. Finalmente esquecera o outro. Não tinha corrido para ele quando soubera que ele estava sozinho na cama. Tinha permanecido ali, nos braços dele. E passou uma das melhores noites dos últimos meses como recompensa.








05.Agosto.2009



09 outubro 2009

Morningside



[15.Junho]
Amanheceu.
Como qualquer outra manhã.
Espreguiça-se na esperança que isso alivie o seu dia.
Preguiçosamente, vira-se na cama.
Levanta a cabeça surpresa por o ainda encontrar lá.
Mãos juntas, como se rezasse; uma expresssão de paz; um sorriso maroto, como se também nos seus sonhos fosse a força de vida que é todos os dias, quando acordado. O cabelo revolto.
Solta um riso. Porque o apanhou tão indefeso. Porque é de manhã. Porque ele ainda lá está.
Faz-lhe uma festa na testa, que se enruga por momentos, como se de repente se desse conta que alguém o encontra com a guarda tão baixa.
Atira com os lençóis e dirige-se para a casa de banho, a cantarolar, mas não sem antes o beijar levemente na testa e deixar um: “gosto de ti...” preso à sua pele.
Tropeça na roupa dele a caminho da casa de banho. Ri-se. Ele é tão real. Quão mais real poderia ser do que tropeçar na roupa dele? Ter a certeza que ainda lá está?
- Ris-te assim tanto de manhã?
Estaca onde está, com o braço a meio gesto de pegar na sua roupa. Volta-se surpresa por ter sido apanhada.
- Acordei-te? Desculpa...
- Sabes uma coisa? – diz ainda de olhos fechados.
- Diz...
- Não gosto de ser observado enquanto durmo... – e os cantos dos seus lábios levantam-se para formar um sorriso brincalhão.
Ri-se. Vira-se para ir à casa de banho.
- Mas o beijo soube bem...
É a vez dos cantos dos seus lábios formarem um sorriso.
- Agora anda cá, que é fim de semana e eu ainda estou cá...
Sim. Ele ainda lá está.

Doce manhã. =P

06 outubro 2009

18.agosto

Obrigaste-me a sentar naquela mesa e não qualquer outra das vinte e três que o café tinha. (Contei-as enquanto não falámos.) Porque já sabias que aquela era, ia ser especial.
Pegaste na minha mão e deste um beijo na sua palma. (Face anterior da mão. Porque foi isto que o Seeley me ensinou a chamar-lhe.)





E não fosse o teu

“É para que te lembres que é precisamente aí que eu estou. Mas pior...é aí que eu quero estar.”
e eu tinha esquecido. Juro que tinha, pelo menos, tentado.