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20 fevereiro 2013

Era uma vez...


Costumava ter um desejo quase sôfrego por livros. Perdia-me nas páginas de um livro tão facilmente que me esquecia do que realmente me rodeava. Viajava por sítios em que nunca estive, conhecia pessoas de todas as raças e feitios. Mais do que conhecer as personagens principais dos livros que li, durante alguns bocadinhos, eu era essa mesma personagem. Pisava o mesmo chão que elas, sofria o mesmo golpe que elas, alegrava-me com o desfecho feliz que finalmente conseguiam alcançar, como se esse mesmo final me fosse destinado a mim.

Um dia o desejo sôfrego diminuiu. Quase desapareceu. Desculpava-me e dizia que já não tinha tempo. A verdade, percebo-a agora, é que o tempo que me faltava não era para ler as letras amontoadas em cada linha. O tempo era escasso para viver a vida de outras personagens. Estava finalmente a viver o meu próprio conto de fadas e por isso não sentia a mesma necessidade de me aventurar em qualquer outro conto.   
Percebo isso agora, pois quando o meu conto não teve o final que eu esperava voltei-me de novo a embrenhar nas páginas das histórias dos outros. Voltei a deixar-me hipnotizar pelas milhares de letras, que juntas contam a história de alguém que ficará para sempre imortalizado entre uma capa e uma contra capa.

Tinha saudades deste vício. Tenho pena de só ter voltado a procura-lo nestas circunstâncias.
Mas aprendi a minha lição. A partir de hoje passamos a viver em simbiose. Eu e as personagens que vivem entre as páginas do meu vício. Seja qual for a minha própria história.

“I stare down at my shoes, watching as a fine layer of ash settles on the worn leather…..” (The mockinjay. S. Collins)

E de repente também eu vejo as cinzas…mesmo que não seja eu a personagem que está a olhar para os sapatos. E assim começa mais uma aventura…

21 novembro 2011

Anti-Parabéns para ti!


Não sou de decorar datas de aniversário. Não porque não goste das pessoas, mas sim porque a minha memória já não é o que era e já pouco consegue reter. A culpa, em parte também é tua, ajudaste a afogar grande parte dos meus neurónios, sem dúvida.
Mas hoje são os teus anos. E a verdade é que andei uma semana a dizer “… para a semana são os anos dela… na 2ª feira ela faz anos”. E o que é que sucede quando chega a 2ª feira!? É meia-noite e aqui a je está a dormir. Enfim.
Com isto não significa que me esqueci de ti, nem sequer do teu dia. Se aí tivesse sabes o quanto andaria a formular planos para o festejo (coisa que tu não gostas, mas tens que levar porque eu não deixo que seja de outra maneira)!
E é assim! Mais um ano passou, e as tuas rugas já começam a reclamar os anos de festa. Pois. Deixa lá, estamos todas para o mesmo. O importante é que, mesmo longe, centenas de quilómetros afastadas, e mesmo sem a minha memória a funcionar como eu gostaria, tu estás no meu pensamento. E se eu pudesse, estarias aqui bem pertinho também!
A verdade é que se pudesse voltava atrás. Muitos dizem que não se deve pensar em mudar o passado, porque é dele que somos feitos. Mas a verdade é que eu voltava, e mudava pequenas coisas, sendo uma delas, tu! E tu sabes bem do que falo, ou escrevo (como preferires)!
Um dia disseste-me que cada pessoa tem uma pessoa certa para cada tempo certo. Continuo a acreditar nisso. Mas a isto tenho a acrescentar que cada pessoa tem também um grupo de pessoas certo, e esse não muda com o tempo!
A verdade é que não consigo escrever nada de jeito, e tudo isso se deve a que deixei de conseguir dizer o que quero, porque a ti, aprendi a dizê-lo por gestos.
A verdade é que estás demasiado longe. Mas se eu aí tivesse, chegar-me-ia de mansinho do teu lado e encostaria a cabeça no teu ombro. Se aí tivesse, abria-te a porta de casa e esmagava-te com um abraço.
Sim, isto tudo pode parecer amor a mais. Pois, mas não é. A amizade por vezes assume esta forma. E contigo, a forma da minha amizade é o carinho que me ensinaste a demonstrar. E por isso tenho para te oferecer um Obrigado!

Anti-Parabéns Pessoa (:

25 abril 2011

Os bichinhos aqui do lado já estão impacientes

....e nós também!





Faltam 11 dias :D

12 abril 2011

Com um dia de atraso....

(...mas só aqui no blog)
Parabéns :)


E o resto já nem é preciso dizer. Já estás farto de o saber;)

26 março 2011

and tomorrow is just a song away

(é favor ver na imagem duas meninas que vão voltar de londres e uma que vai voltar de coimbra)

Já começou a contagem decrescente!


Elas estão quase, quase a voltar.
E aveiro vai voltar a ser nosso :)


19 março 2011

Dia do pai

O meu está sempre lá para mim.


Por isso, só queria dizer, hoje e todos os outros dias: obrigada Pai =)

Porque as promessas são para se cumprir (e já posso riscar esta da lista)

Prometi que te escrevia este texto. Cumpro sempre o que prometo, já sabes disso!

(favor ler este texto e imaginar que é dia 24 de Janeiro)

Parabéns! Parabéns pelo dia do teu aniversário, parabéns por seres quem és, parabéns por teres alcançado o teu sonho. "Chase your dream and catch it". Lembraste? Disse-te isto há exactamente um ano atrás. E tu perseguiste-o e agarraste-o mesmo com muita força.

Hoje vais voar para longe de mim, mas vais voar para perto daquele que sempre foi o teu destino. Parabéns por teres conseguido isso :)

Um dia espero poder ir ter contigo. E poder também eu agarrar o meu sonho. Espera aí por mim sim =)?


E esta é para tu te lembrares das noites de aveiro e das pessoas que ficam aqui há tua espera. Porque esta é a tua musica. Esta é a musica das nossas noites. E porque só tu é que sabes dançar isto como deve ser ;)!

http://www.youtube.com/watch?v=f9aMmSzIHnI
(seja morena ou loira, vem balançar!)

(favor ler esta parte como se fosse dia 19 de Março)

Sempre brindámos:
"Aos mais de 4 anos e à emigração."

Faltam os "mais". Que venham eles =)!

03 março 2011

Um daqueles dias em que este blog faz todo o sentido


Compõe-te, oh! caralhoooo



(foi o que eu hoje repeti para mim própria, vezes sem conta. )

13 fevereiro 2011

Parabéns cogumelo =)



Não me lembro do dia em que nasceste. Podia agora inventar e dizer que tinha sido o melhor dia da minha vida, que quando te vi achei logo que eras a coisinha mais fofa que eu já tinha visto, (e aposto que eras) mas não vou fazer isso. Não me lembro mesmo. Provavelmente achei que eras melhor para brincar que os nenucos que eu tinha, e tenho quase a certeza que fiz birra quando não me deixaram pegar em ti. Devo ter ficado com ciúmes quando perdi o estatuto de menina mais pequena da familia, e devo ter ficado frustrada quando percebi que não ias participar nos meus chás de bonecas, ou embalar nenucos comigo ou decidir que roupa é que cada boneca devia vestir. Gosto de me imaginar debruçada no teu berço e a pedir para cresceres rápido que assim não tinhas graça nenhuma :P!!


Devo ter pedido tanto, tanto, tanto, que o meu desejo se tornou realidade. E para além de ter arranjado uma companhia para os chás das bonecas, arranjei uma treinadora de luta livre, uma pessoa que me ensinou a lutar por aquilo que era meu (literalmente), uma companheira de quarto. Arranjei uma irmã.


Hoje fazes 20 anos. Posso não me lembrar do dia em que nasceste, mas lembro-me das histórias que te contei, lembro-me das coisas que me ensinaste, das coisas que eu também te ensinei (só para não parecer mal, e porque eu tinha de servir para alguma coisa), das nódoas negras que fizemos juntas, das brincadeiras, dos tempos em que partilhávamos o mesmo quarto, das vezes que me fizeste sorrir. E foram tantas ao longo destes 20 anos.
E nesses dias, eu lembro-me que te achei a coisa mais fofa do mundo, e esses foram mesmo dos melhores dias da minha vida =)

Parabéns. A ti. Que vais ser para sempre a minha irmã pequenina =)

08 fevereiro 2011

compõe-te oh! C*ralho(directamente para coimbra, porto, aveiro e southampton)

Hoje à conversa no café falava dos meus estágios e das pessoas que conheci. E lembrei-me disto: escolhemos todas passar o resto da vida a ”compor os outros”. Logo nós que admitimos que tantas vezes não nos conseguimos compor a nós próprias.

Lembrei-me do P. Mais do que um paciente foi meu companheiro. Era o meu primeiro estagio e ele foi o meu primeiro doente. Não o tratei sozinha. Ele ajudou-me. Afinal aquilo não era nenhum bicho de 7 cabeças e dei por mim a deixar a cara de medo com que tinha entrado ali e a rir-me enquanto tentava com voz autoritária manda-lo repetir o exercício, “que aquilo era para o bem dele”. O P. foi o melhor primeiro paciente que poderia ter tido. Deu-me a confiança que eu precisava, deu-me a motivação que me faltava. Teve alta no meu último dia de estágio. Coincidência. Mas o trabalho dele estava feito. E o meu também.

Lembro-me também da Dona E. Difícil captar a sua atenção, quando eu estava a competir com bombeiros novos. Ganhavam os bombeiros obviamente, qual é que era a duvida xD? Sem papas na língua, todos os dias me dizia que estava ali contra a vontade. Fui eu quem lhe disse que não precisava de voltar mais. Fui eu que a vi chorar a pedir para não a mandar embora. Afinal, a vontade da senhora era diferente daquela que ela tinha defendido com unhas e dentes. Uma companhia. Um momento diferente da monotonia do seu dia.

E depois havia o Sr M. Alentejano de gema. Um raio de sol no meu dia. Sabia como me por um sorriso na cara. Um dia experimentei incluir uma bola na sessão de tratamento. Nesse dia parecia ser de novo um rapaz de 13 anos que jogava à bola com os amigos nos descampados do Alentejo. Passámos a jogar os 2 todos os dias no fim do tratamento. E ele passou a ter todos os dias um sorriso de menino =).

Sr J. O meu grande desafio. Como aliviar um sofrimento que já nenhum medicamento era capaz de aliviar? Um dia experimentei uma coisa tão simples. Almofadas a suportar o corpo que ultimamente lhe pesava tanto (apesar dos 20 kg perdidos), uma palavra de conforto, e um toque de embalo até que fechasse os olhos num sono quase profundo. Disse-me que já não descansava como naquele dia à muito tempo. Disse-lhe que então iria voltar a fazer o mesmo o resto dos dias. E fiz. Enquanto pude.

Faltam mais. Não muitos mais que a minha experiência é curta. E mesmo que por vezes os nomes se desvaneçam da memória, ficam sempre as caras. Escolhemos passar o resto da vida a compor os outros, porque descobrimos que de alguma maneira eles também acabam por nos compor a nós. De uma forma mais subtil também eles nos dizem ”Compõe-te oh! C*ralho”

06 janeiro 2011

Porque também não me podia esquecer de ti

E para ti, faltam-me as palavras. Nunca precisámos verdadeiramente de palavras. Sempre nos entendemos melhor sem elas. É por isto que eu não gosto de palavras. São tão pequeninas. Não cabe lá tudo. E tu, sempre percebeste isso. E é por isso que me custa tanto escrever-te alguma coisa. Porque nunca vai ter metade do significado que eu queria que tivesse. Hoje ia para sair de casa, e adivinha? Não sabia onde tinha as chaves. Nunca sei! Virei-me para a porta e abri a boca. Ia-te perguntar onde é que eu tinha deixado as chaves. Tu eras aquela que sabias sempre onde estavam as coisas na minha vida. Adivinhavas sempre o que eu precisava, do que eu andava à procura (e não, não me estou a referir só às chaves). E eras tu que com um sorriso e um olhar que dizia “se não fosse eu…” (ves...nunca precisámos de palavras mesmo) me apontavas na direcção certa. Se não fosses tu…se não fosses tu eu não era a pessoa que sou hoje.

Hoje não me ias responder, se te perguntasse onde tinha deixado as minhas chaves. Não estavas aqui. Mas, tive a ligeira impressão que se te ligasse ias saber onde é que elas estavam. Porque tu conheces-me de cor. Conheces todos os cantos da minha vida.

Quando voltares, não vou precisar de te dizer nada pois não? Vai estar escrito na minha cara.

Para te lembrares...

Sentámo-nos ambas naquela varanda, numa terra totalmente desconhecida, a olhar um ceú que nos parecia familiar. Sempre me soubes-te ler. Não é fácil. Não deixo que ninguém veja o que estou a pensar. Mas a ti, não te conseguia deixar do lado de fora da minha mente. Naquela varanda, naquela terra que muitos consideram Santa, confessámos os nossos erros. Admitimos ter medo. E mesmo sem palavras, mesmo no mais profundo silêncio, admitimos que estavamos ali para fugir aos nossos problemas. Lembro-me que estava sempre vento naquele sitio. E aquele vento sabia-me tão bem. Pareceu-me na altura que me levava todos os medos para longe. E tentei dizer-te para fazeres o mesmo. Para te deixares ir, para sentires o vento, para deixares que ele levasse o passado para longe. Não sei se me ouviste naquela altura, mas sei que acabaste por fazer isso. Hoje nenhuma de nós tem medo. Hoje ambas deixámos o passado para trás. E os erros de que falámos naquela varanda…esses foram levados por aquele vento abençoado para bem longe. Só ficaram as lições que tirámos deles.

Afinal dizer que me tinhas feito chorar com aquele texto não era suficiente. Faltou-me dizer-te isto.

Quando voltares, havemos de nos sentar de novo na varanda. E vais-me contar todas as tuas aventuras. Vais-me falar de erros, e de descobertas fantásticas. Eu vou sorrir, e baixinho vou dizer aquilo que tu já sabes. “Senti a tua falta”

24 dezembro 2010

A mensagem normal da época!


aadagio, dRiMna, Liadan, whatsername. & caffeine'neurotoxin vêm por este meio desejar um Feliz Natal a todos os cibernautas que aqui vêm parar. Um Natal como cada um de vocês deseja, seja com a família e com prendinhas, seja apenas mais um jantar normal. Desejamo-vos o que os vossos desejos se realizem!


Tomei a liberdade de falar por todas as mininas do 'compõe-te' [se me quiserem bater, esperem até Janeiro, se faz fabor!]



Uma Boa Época Natalícia Pessoas!

11 dezembro 2010

O livro em que a alma fala

Costumava ler muito. Perdia-me nas páginas dos livros, viajava até sitíos onde nunca fui, era personagem de um conto que nunca tinha ouvido.

Deixei de ler tanto. E sinto falta disso. Falta de poder estar em dois sitíos ao mesmo tempo, falta de ler memórias que não são minhas, de perceber sentimentos que não são os meus, de viver uma vida que não a minha. Ler era um escape. Uma outra forma de perceber o mundo, as coisas, as pessoas. E há um livro especial que me fez perceber tanto, sobre o que somos realmente, o que temos medo de mostrar. Somos humanos, erramos e no fim do dia lamentamos não termos sido mais e melhores. E Nuno lobo Antunes, médico pediatra é capaz de assumir tudo isso. E é capaz de fazer ainda mais. Sem vergonha é capaz de dizer “Sinto muito”.

“Sinto muito”é um livro sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração ler este livro. Mas, logo a seguir surge a recompensa: as palavras de um médico que afirma “sentir muito” não ter podido fazer mais, não ter sido capaz de ir mais longe na batalha, não ter sido maior, mais forte, mais vencedor, mas que acima de tudo, não se esquece. Não se esquece, que lutou, lado a lado de pequenos grandes guerreiros. Não esquece as pessoas que têm estado com ele, que têm sido grandes numa batalha tão difícil. E como forma de as homenagear, como forma de fazer lembrar os seus pacientes, escreve-os nas páginas deste livro. Para que toda a gente saiba quem eles foram, para que não seja apenas ele a recorda-los. E saber tudo isto, torna-nos mais leves e melhores, sabedores de que, existe algo de bom no final. Existe este médico que não se esquece. Nuno Lobo Antunes libertou a sua voz nas páginas deste livro, e fez-me ver que afinal a alma também fala.

No prefácio, António Damásio escreve: “Há no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito. Este é um livro de confissões. Uma peregrinação interior em que a bailarina torce o pé, o saltador derruba a barra, o arquitecto se senta debaixo da abóbada, e no fim, ela desaba. O médico e o seu doente são um só, face dupla da mesma moeda. O médico provoca o Criador, não lhe vai na finta, evita o engodo. Mas no cais despede-se, e pede perdão por não ter sido parceiro para tal desafio.” Não somos todos médicos, mas somos todos Humanos. E tal como Nuno Lobo Antunes, também eu transporto olhares, cheiros e sons. Também eu tenho uma memória, também eu sou a junção de todas as pessoas que já passaram na minha vida. Também eu já tive os meus “pacientes”, e tenho marcados em mim, cada traço da face deles. Foram os meus “pacientes”. E eu tentei ser o anjo da guarda deles. Em alguns falhei nessa tarefa. Noutros não fui anjo o suficiente. Mas, mesmo naqueles dias em que estava cansada, com sono, com pouca paciência, quero que saibam que fiz o meu melhor, que me lembro e que não pretendo esquecer-me. E embalada pelas palavras deste médico tão humano, também eu quero dizer que sinto muito por algumas vezes não ter estado à altura. Mas estive sempre lá. Continuo lá. E vou estar sempre lá.

Mais uma vez o escritor, pede que exista um ouvido para ouvir, um coração para partilhar, uma mente que tente compreender. Mais uma vez ele escreve, e confessa-se num novo livro. “Vida em mim”. Neste livro, em processo semelhante, mil vozes se erguem, fantasmas adormecidos despertam, memórias há muito esquecidas retomam brilho e cor, quando o presente e passado se confundem, e uma semana vale uma vida. Olhos que se vêem a si mesmos, e nessa peregrinação interior procuram descobrir o nexo, o sentido de uma existência em que o passado caminha ao lado do presente, numa conversa cúmplice de quem se conhece bem. Deixei de ler tanto. Mas, este livro vou ler de certeza.

06 dezembro 2010

(Our) Wishlist

Tempo. É a falta de tempo que mais me tem incomodado estes dias. E o tempo tem sido o tema principal dos últimos posts neste blog.


Em tempos existiu uma lista. Era a lista de coisas que deviamos fazer antes de sairmos de Aveiro. Estava pendurada num sitio bem visivel. Cada vez que atravessavamos aquele corredor eramos obrigados a olhar para ela, e a pensar em todas as coisas que ainda iamos poder fazer. E sorriamos, quando imaginavamos os anos que ainda tinhamos pela frente. Ainda não completámos mais de metade dessa lista . E sinceramente é dificil recordar-me se a lista ainda la está. Se quando atravessar aquele corredor ainda vou poder ve-la lá. Se quando atravessar aquele corredor ainda vou ter a sensação de que nos falta fazer tanto, de que ainda podemos fazer tanta coisa. Mas há uma coisa que não esqueço. Que ela esteve lá um dia. Que ela foi a nossa wishlist um dia.


O tempo tem-me incomodado ultimamente. A falta de tempo. Mas se ele corre à nossa frente, só temos uma solução. Correr atrás dele. E façam-me um favor. Prometam-me que enquanto o fazemos, vamos riscando cada item da lista. Do mais simples até ao mais parvo. Até cada uma das frases que lá foram escritas ter um sinal de aprovação à sua frente. Até que cada uma das frases escritas naquele pedaço de papel nos traga uma recordação.


Merecemos isso. Merecemos uma lista completa!

21 novembro 2010

Parabéns a vocês

Parabéns a vocês que tornam este dia tão especial. Sim porque ele só é especial graças a vocês, é especial graças a todos os miminhos que recebi hoje =D

Parabéns a vocês que partilham este dia comigo. Não tinha piada fazer anos sem vos ter às duas sempre ao meu lado, a ajudar a apagar as velas. Não gosto do dia do meu aniversário. Gosto do dia do nosso aniversário. Partilhar este dia com vocês é um dos maiores privilégios que podia ter. E é tão bom ter a certeza absoluta que isto é uma coisa que vamos partilhar para sempre.

Por isso Parabéns Inês e Raquel
Por isso Parabés a vocês todos

19 novembro 2010

A sorte escrita em 4 folhas


Costumava encontrar muitos trevos de quatro folhas. Uma folha a mais do que o normal, uma mutação que dizem dar sorte. Apanhava todos aqueles que pudesse e por cada um deles pedia um desejo. O mesmo desejo repetido 4 vezes, uma vez por cada folha. Quando era pequena costumava encontrar muitos trevos de quatro folhas. Agora não. Mas, continuo a ter muitos desejos para pedir, por isso passei a pedir desejos às estrelas. São mais fáceis de encontrar (:

30 outubro 2010

Um texto lamechas. Um pedido de desculpa sincero

Parei e fiquei a olhar em frente. E não gostei do que via há minha frente. Demasiados caminhos diferentes para seguir. E nenhum deles tinha a largura suficiente para que pudesse percorrer aquele caminho lado a lado com todas as pessoas da minha vida. Principalmente com vocês. Sim vocês que se tornaram a minha segunda familia. E continuei parada. Só a olhar. Sem me mexer. Sem reagir. Sem ter sequer vontade de o fazer. E peço desculpa por isso.
Um dia alguém me perguntou se acreditava no destino. E eu disse que não. Que apenas acreditava que havia algo que estava lá. Para uns pode ser Fé, para outros Deus, para outros o karma. Acaba por ser a mesma coisa, apenas muda o nome que cada um lhe dá. Mas, não podia acreditar no destino, porque não acredito que nada seja pré-definido. Fiquei parada a olhar para todos estes caminhos, a pensar que nenhum deles me agradava e esqueci-me disto. Não tinha de escolher nenhum deles. E não tinha de escolher já. Nada é pré-definido. Podia simplesmente continuar a andar, contornar obstáculos, e podia simplesmente aproveitar a viagem. Agora pode não existir nenhum caminho que me agrade particularmente, mas nós vamos acabar por resolver isso, como sempre. "Vocês fazem-me sentir em casa. São a minha casa". E se isto é tao verdade como eu acredito que seja, então tem mesmo de existir um outro caminho, porque a minha casa vem comigo, para onde quer que eu vá!
É um mundo fatalista. Perdemos e ganhamos. Sim continuo a acreditar nisso. Mas sabem que mais? Prefiro muito mais ganhar do que perder. E vou fazer por isso. Prometo =)
Because we belong together now, forever united here somehow. You got a piece of me, and honestly, my life would suck without you ALL

24 outubro 2010

Uma história sobre contos de fadas (e não só)

Quando era pequena acreditava em contos de fadas. Histórias com finais felizes. A Cinderela encontrava o principe que vinha montado num cavalo branco. A Branca de Neve era salva pelo beijo do Principe Encantado. A Bela encontrava o homem perfeito que existia por baixo da pele de Monstro. A fase da infância. Onde tudo é bonito e cor de rosa, e onde existem cavalos brancos e principes prontos a salvar -nos.

Depois cresci. Os finais felizes deixaram de me emocionar. Na vida nem tudo era como nos contos de fadas. Sofriamos por aquilo que queriamos e muitas vezes acabavamos por não alcançar nada daquilo que pretendiamos. A terrivel fase da adolescência, em que achamos que o mundo inteiro está contra nós, em que a cada canto existe uma perna estendida, prestes a fazer-nos tropeçar. E eram os filmes mais dramáticos e com finais nem sempre felizes que me apaixonavam nesta fase. O anjo que se abdicou do ceú para estar com quem amava, só para depois perder tudo aquilo que ele mais queria na vida. O gladiador que no fim acabou por ser derrotado pela morte.

Cresci um bocadinho mais. E percebi que a vida é uma mistura de contos de fadas e de um mundo fatalista.

Afinal a branca de neve sofreu muito na mão da madrasta e acabou por quase morrer engasgada com a maçã. E quando tudo parecia perdido, alguém estava lá para a salvar. Afinal o gladiador acabou por ver o seu maior desejo realizado e encontrou a familia. Afinal o anjo teve tudo o que sempre desejou, mesmo que só por um momento.

Passamos a vida a errar, na esperança de um dia acabarmos por acertar. Pedimos desculpa por tudo, e as desculpas acabam por deixar de fazer sentido. Não pedimos desculpa no momento certo, e a falta daquela palavra desmorona tanta coisa à nossa volta. Sonhamos com algo que podia ser, e acabamos por nos magoar e cair redondos no chão. Não sonhamos com nada e acabamos por não ter nada porque lutar. Arriscamos e perdemos. Não arriscamos e perdemos ainda mais. Fazemos tudo para ter o nosso final feliz, mas acabamos sempre po r ter apenas o mundo fatalista à nossa frente. E mesmo assim não podemos desistir!

Porque depois da maçã envenenada vem um principe que nos salva. Porque depois da derrota vem o reencontro que sempre desejámos.

23 outubro 2010

Barnthday #2

“The great moments of your life won't necessarily be the things you do. They'll also be the things that happen to you. Now, I'm not saying you can't take action to affect the outcome of your life. You have to take action. And you will! But never forget, that on any day, you could step out the front door, and your whole life could change forever. You see the Universe has a plan kids; and that plan is always in motion. A butterfly flaps its wings, and it starts to rain. It's a scary thought, but it's also kind of wonderful. All these little parts of the machine constantly working... Making sure that you end up exactly where you're supposed to be.. exactly when you're supposed to be there. The right place. At the right time.” Ted in HIMYM

E isto é tao verdade. A maior parte dos grandes momentos da minha vida nos ultimos anos incluem-te a ti mini. O karma trabalha na maior parte das vezes de uma maneira estranha. De uma maneira que eu não compreendo, que não concordo, ou mesmo que não gosto. Mas não posso nunca estar zangada com ele, porque foi ele que te colocou exactamente onde era suposto estares, exactamente quando tu devias estar. No sitio certo, há hora certa. Aqui à minha beira. Todos os dias. E não existem palavras suficientes para te dizer o quanto fico feliz por isso. Gomas. Riscas. Roxo. Azul petróleo. Música. Acho que estas não chegam. Mas de certa forma são as mais correctas, porque são estas as palavras que me fazem lembrar de ti, de quem és, do que gostas. Existe ainda outra coisa que me faz lembrar de ti. Gargalhadas. Seis gargalhadas. Seis gargalhadas tão diferentes, mas partilhadas, tantas vezes, por motivos tão parvos. Mas eram os nossos motivos, as nossas teorias, os nossos momentos

Obrigada por seres quem és. Obrigada por fazeres parte da minha vida, parte da minha familia.

Este é o teu dia. E que seja um optimo dia, porque tu o mereces =)

Parabéns Barney