
Porque todos nós chegamos a um momento em que devíamos dizer isto, porque apesar de tudo o que nos possa acontecer, temos que nos compôr e seguir em frente.
19 janeiro 2012
05 janeiro 2012
Assim não...
“Assim não”. Disse estas duas palavrinhas agora mesmo. E lembrei-me. A seguir ao assim não vem sempre um “claro que não!” Mas a seguir a este “assim não”vieram memórias. Nossas. Veio um banco da praça que alguém um dia não queria largar. Um outro banco que um dia serviu de palco para uma sessão fotográfica de 3 raparigas e duas garrafas. Esse mesmo banco um ano depois. Já éramos 5. Já éramos todas =)
Uma “bordolete” que se perdeu…uma parede que se escalou vezes incontáveis. Tocámos o tecto, mudámos a perspectiva do tempo. Caímos e levantámo-nos a mesma quantidade de vezes!
Fizemos coisas proibidas. Voltámos a faze-las. Dançamos. Muito! Até ser de manha! ‘cause nirvana means take your ‘shirt off and We’re so hot and cold, we’re yes and no, in and out. and we gon' rock this club, We gon' go all night, We gon' light it up, seja loira ou morena ;)
Deitámo-nos no meio da estrada. Vimos semáforos a mudar de cor. Vimos constelações de estrelas. Dormimos 1 hora. Dormimos manhas inteiras. Tomámos pequenos-almoços antes de nos deitarmos. Almoçámos às 5h da tarde.
Chorámos. Agora que me lembro…já chorámos tantas vezes! Mas sorrimos muitas mais. Dissemos “eu nunca”. Mas nunca deixámos nada por fazer xD!
Fomos uma família. Daquelas que ficam a ver filmes enroladas numa manta num qualquer divã. Dormimos 3 na mesma cama. Dormimos no chão. Ou simplesmente…não dormimos!
Assim não! Quero mais.
(Escrevi este texto há algum tempo. não me lembro se o tinha chegado a publicar ou não. Mas também não interessa. Porque há coisas que merecem ser repetidas. E dizer que sinto mesmo a vossa falta é uma dessas coisas*)
30 dezembro 2011
Better words

19 dezembro 2011
Será isto apenas o início do fim!?
Estou completamente abismada.Hoje descubro que não tenho gás.Coisa normal, diriam vossas excelências. E eu respondo: Normal, pois, se não tivesse mudado a botija à meia dúzia de dias. Calço as minhas botas, boto o casaco de Inverno, que está frio na rua, e lá vou eu mudar a botija, que parece que desta vez vinha meia vazia. E aí me deparo com a cena mais estranhíssima que poderia encontrar: não havia botija. O lugar dela estava a ser preenchido por uma grande camada de ar. "Ar e vento", como os mais velhos diriam. E então pensei: meio vazia nada, desta vez venderam-me uma botija toda xpto que vai desaparecendo à medida que o gás se usa. É ecológica. É isso, ou então alguma alma peneda precisou de gás para botar fogo ao Inferno!
18 dezembro 2011
isto é uma crónica sobre propósitos.

Há os propósitos quando se anda nua pela casa e somos apanhados por alguém da família que nos alerta com um ‘Então, rapariga, resguarda-te, que vergonha! Não viste que estava aqui o tio Manel? Afinal que propósitos são esses?’. Estes propósitos são os que se enquadram na categoria de ‘questionáveis’ na medida em que se seguem sempre de uma interrogação. Ainda por cima uma interrogação convencida, que nem pede resposta nem nada.
Depois temos os propósitos que toda a gente diz que não tem quando faz algo mal. ‘Desculpa, não foi de propósito’. Não foi (uma merda) o catano! Tudo tem um propósito, mais não seja o ‘desculpa, sou um desajeitado com as mãos e logo as duas foram aterrar nas tuas mamas’ ou ‘mil perdões, estava apenas a testar os bicos do fogão desde ontem; nunca pensei que a tua casa fosse pelos ares’.
Sejamos sinceros, gente.
A começar por mim. Menti-vos. A falta de propósito existe em ‘propósito’ como sinónimo de ‘objectivo’. E nessa falta atentem, que é das mais (parolas) complicadas da existência humana.



