
Porque todos nós chegamos a um momento em que devíamos dizer isto, porque apesar de tudo o que nos possa acontecer, temos que nos compôr e seguir em frente.
13 fevereiro 2011
Parabéns cogumelo =)

08 fevereiro 2011
compõe-te oh! C*ralho(directamente para coimbra, porto, aveiro e southampton)
Hoje à conversa no café falava dos meus estágios e das pessoas que conheci. E lembrei-me disto: escolhemos todas passar o resto da vida a ”compor os outros”. Logo nós que admitimos que tantas vezes não nos conseguimos compor a nós próprias.
Lembrei-me do P. Mais do que um paciente foi meu companheiro. Era o meu primeiro estagio e ele foi o meu primeiro doente. Não o tratei sozinha. Ele ajudou-me. Afinal aquilo não era nenhum bicho de 7 cabeças e dei por mim a deixar a cara de medo com que tinha entrado ali e a rir-me enquanto tentava com voz autoritária manda-lo repetir o exercício, “que aquilo era para o bem dele”. O P. foi o melhor primeiro paciente que poderia ter tido. Deu-me a confiança que eu precisava, deu-me a motivação que me faltava. Teve alta no meu último dia de estágio. Coincidência. Mas o trabalho dele estava feito. E o meu também.
Lembro-me também da Dona E. Difícil captar a sua atenção, quando eu estava a competir com bombeiros novos. Ganhavam os bombeiros obviamente, qual é que era a duvida xD? Sem papas na língua, todos os dias me dizia que estava ali contra a vontade. Fui eu quem lhe disse que não precisava de voltar mais. Fui eu que a vi chorar a pedir para não a mandar embora. Afinal, a vontade da senhora era diferente daquela que ela tinha defendido com unhas e dentes. Uma companhia. Um momento diferente da monotonia do seu dia.
E depois havia o Sr M. Alentejano de gema. Um raio de sol no meu dia. Sabia como me por um sorriso na cara. Um dia experimentei incluir uma bola na sessão de tratamento. Nesse dia parecia ser de novo um rapaz de 13 anos que jogava à bola com os amigos nos descampados do Alentejo. Passámos a jogar os 2 todos os dias no fim do tratamento. E ele passou a ter todos os dias um sorriso de menino =).
Sr J. O meu grande desafio. Como aliviar um sofrimento que já nenhum medicamento era capaz de aliviar? Um dia experimentei uma coisa tão simples. Almofadas a suportar o corpo que ultimamente lhe pesava tanto (apesar dos 20 kg perdidos), uma palavra de conforto, e um toque de embalo até que fechasse os olhos num sono quase profundo. Disse-me que já não descansava como naquele dia à muito tempo. Disse-lhe que então iria voltar a fazer o mesmo o resto dos dias. E fiz. Enquanto pude.
Faltam mais. Não muitos mais que a minha experiência é curta. E mesmo que por vezes os nomes se desvaneçam da memória, ficam sempre as caras. Escolhemos passar o resto da vida a compor os outros, porque descobrimos que de alguma maneira eles também acabam por nos compor a nós. De uma forma mais subtil também eles nos dizem ”Compõe-te oh! C*ralho”
07 fevereiro 2011
este não tem título porque eu não quero.

Mas vocês andam por lá; acreditem que vos vejo nas esquinas dos corredores em que me perco porque – enfim! – sou sempre aquele desastre desorientado. Sobretudo nos momentos em que a confiança tirou umas horas de folga, vocês aparecem e esperam-me do lado de fora para partilharmos os momentos hilariantes da minha falta de jeito.
E depois há coisas que mudam muito. A que vou notando mais por estes tempos é o sabor diferente dos cappuccinos. Nem é falta de açúcar, nem café a mais. Afinal, eram as teorias e as conversas e as galhofas descabidas que adoçavam o sacana.
Um dia voltamos todos a tomar um dos bons. Daqueles que só nós sabemos fazer. Prometam.
Daqui Coimbra envia as saudades mais arrebatadoras para Aveiro e Southampton.
01 fevereiro 2011
From the Queen’s Kingdom
Bem, talvez estivessem à espera de um relato de acontecimentos daqui desta ilha de outra língua, visto este ser o primeiro post internacional. Mas não, talvez não vá ser nada disso. Aliás, não será mesmo!
E isto porquê!? Porque hoje aconteceu uma tal coisa que bate tudo o que poderia ter para contar.
Hoje vimos ÓVNIS!! Sim sim, gozem à vontade. Mas se vissem o que nós vimos, achavam o mesmo!
Então, estávamos nós as duas, pessoas normais e completamente geladas, a caminho de casa, quando olhámos o céu estrelado e vimos três luzes gigantes! Sim, gigantes porque do ponto de vista em que comparado com as estrelas eram umas dezenas de vezes maiores a olho nu, são gigantes! E não, não era um avião, pois os aviões levam as luzes a piscar e nunca têm aquelas luzes nem daquele tamanho nem daquela cor que nós vimos.
E então continuámos o nosso caminho para casa a interrogar-nos do que se poderia tratar, quando aparecem mais 2 luzes, um pouco mais atrás das primeiras 3. E quando começamos a questionar se serão mesmo alliens, as três primeiras começam a diminuir, e assim do nada, desaparecem. E nós: “WHATAFUCK?”
Encaminhámo-nos para casa para termos a quem perguntar se este tipo de luzes era normal nos céus britânicos. E quando pomos tal hipóteses, não é que as outras duas luzes se apagam!? Enfim. Chegámos a casa ainda com esperança que fosse algo de normal por estes lados. Mas não! Nada como tal foi visto por olhos britânicos.
E então concluímos. Foram ÓVNIS. E ainda bem que não tirámos fotos porque podiam sempre tentar roubar-nos as provas da sua existência!!
Weird….
24 janeiro 2011
vou-vos contar uma história a ver se entendemos todos
Somos claramente um grupo do catano. Para lá do fenomenal, não duvidem. Reunimos características perfeitamente inalcançáveis à maioria dos seres que existem por cá. Juntos atingimos um equilíbrio que poucos equilibristas dominam…e nem precisamos de andar na corda bamba.Ora, disto não se vê lá fora. Somos edição limitada. Nem os ferrero rocher são capazes de tal; são sazonais e temos pena. Agora nós…nós somos bem melhores até que os gelados da olá que só existem durante 3-5 dias no verão.
E isto foi tudo estratégia. Chama-se exportação. Escolhemos dois dos nossos melhores exemplares e exportámo-los porque sabemos que terão muito para ensinar à maltinha britânica.
Porque afinal sempre foi a isto que brindámos, à emigração.
Aguardamos assim os relatórios referentes ao reconhecimento de terreno, caracterização dessa nova espécie tão peculiar e, por favor, com p.s.’s gigantes contendo a explicação de como o restante grupo que por cá se encontra a suportar a missão tem características tão mais cativantes que os nativos.
23 janeiro 2011
17 janeiro 2011
Circunstâncias #2

06 janeiro 2011
Porque também não me podia esquecer de ti
E para ti, faltam-me as palavras. Nunca precisámos verdadeiramente de palavras. Sempre nos entendemos melhor sem elas. É por isto que eu não gosto de palavras. São tão pequeninas. Não cabe lá tudo. E tu, sempre percebeste isso. E é por isso que me custa tanto escrever-te alguma coisa. Porque nunca vai ter metade do significado que eu queria que tivesse. Hoje ia para sair de casa, e adivinha? Não sabia onde tinha as chaves. Nunca sei! Virei-me para a porta e abri a boca. Ia-te perguntar onde é que eu tinha deixado as chaves. Tu eras aquela que sabias sempre onde estavam as coisas na minha vida. Adivinhavas sempre o que eu precisava, do que eu andava à procura (e não, não me estou a referir só às chaves). E eras tu que com um sorriso e um olhar que dizia “se não fosse eu…” (ves...nunca precisámos de palavras mesmo) me apontavas na direcção certa. Se não fosses tu…se não fosses tu eu não era a pessoa que sou hoje.
Hoje não me ias responder, se te perguntasse onde tinha deixado as minhas chaves. Não estavas aqui. Mas, tive a ligeira impressão que se te ligasse ias saber onde é que elas estavam. Porque tu conheces-me de cor. Conheces todos os cantos da minha vida.
Quando voltares, não vou precisar de te dizer nada pois não? Vai estar escrito na minha cara.
Para te lembrares...
Sentámo-nos ambas naquela varanda, numa terra totalmente desconhecida, a olhar um ceú que nos parecia familiar. Sempre me soubes-te ler. Não é fácil. Não deixo que ninguém veja o que estou a pensar. Mas a ti, não te conseguia deixar do lado de fora da minha mente. Naquela varanda, naquela terra que muitos consideram Santa, confessámos os nossos erros. Admitimos ter medo. E mesmo sem palavras, mesmo no mais profundo silêncio, admitimos que estavamos ali para fugir aos nossos problemas. Lembro-me que estava sempre vento naquele sitio. E aquele vento sabia-me tão bem. Pareceu-me na altura que me levava todos os medos para longe. E tentei dizer-te para fazeres o mesmo. Para te deixares ir, para sentires o vento, para deixares que ele levasse o passado para longe. Não sei se me ouviste naquela altura, mas sei que acabaste por fazer isso. Hoje nenhuma de nós tem medo. Hoje ambas deixámos o passado para trás. E os erros de que falámos naquela varanda…esses foram levados por aquele vento abençoado para bem longe. Só ficaram as lições que tirámos deles.
Afinal dizer que me tinhas feito chorar com aquele texto não era suficiente. Faltou-me dizer-te isto.
Quando voltares, havemos de nos sentar de novo na varanda. E vais-me contar todas as tuas aventuras. Vais-me falar de erros, e de descobertas fantásticas. Eu vou sorrir, e baixinho vou dizer aquilo que tu já sabes. “Senti a tua falta”
Num momento de saudade antecipada
Se fosse dona de uma tal memória, escolheria as cenas para um filme em que eu seria a realizadora e operadora de camera, e todos os outros os actores e actrizes que passaram pela minha vida.
Aos figurantes, a esses, daria a simples importância que poderão ter tido no seu tempo.
Aos actores e actrizes principais, a esses, dedicaria uma seleccão dos momentos que não necessito de nenhuma artimanha tecnológica para recordar. A vocês, pessoas importantes, ofereceria um filme que compilasse todas as cenas que quero que acreditem que não esquecerei, por mais longe que esteja, por mais tempo que passe, por menos palavras que troque, por mais diferente que o mundo se torne.
E a ti, faria uma selecção especial. Das primeiras palavras que trocámos, como que descobrindo as semelhanças (ainda me lembro dos livros
citados, das escritoras nomeadas); das discussões que ninguém compreendia mas que tanto sentido nos fazia; Das argumentações estúpidas que duravam umas boas horas (sim sim, lembro-me perfeitamente do milhão de mensagens trocadas a discutir o estado dos meus neurónios); Das palavras frias que trocamos quando o resto do mundo está contra nós e é uma na outra que resolvemos descarregar a fúria (continuo a pensar nos meses de verão que nem falar de forma neutra me era possível; dos momentos em que deixo de me fazer de insensível e mostro aquilo que até consigo ser (não tiro da memória aquela noite na varanda de certo edifício, onde se confessaram momentos, onde se olharam estrelas, onde quis mostrar a importância que poderias ter apesar das palavras ríspidas)… Sim sim, estes e muitos mais eu seleccionaria para te lembrar que és uma das atrizes principais da minha (suposta) memória artificial. Até os abraços forçados e aqueles pedichandos eu incluíria.As mudanças são dificeis de ultrapassar. Não haja dúvida.
Mas vir para Aveiro foi uma das mudanças que não me arrepende de ter escolhido, só dos momentos que posso não ter aproveitado ao máximo.
Veremos o que as próximas (me/nos/e também a vocês) trarão…