Porque todos nós chegamos a um momento em que devíamos dizer isto, porque apesar de tudo o que nos possa acontecer, temos que nos compôr e seguir em frente.
30 outubro 2010
Um texto lamechas. Um pedido de desculpa sincero
Agora é o hoje que tanto queremos!
Mas e se parássemos de perder tempo nas memórias do passado e nas imaginações de um futuro que ainda não chegou, e começássemos a viver o agora!?
Não podemos parar o tempo, para aqui permanecermos. E perdermo-nos em devaneios sobre o que acontecerá daqui a 3 meses não fará com que o 3 se transforme num 6 ou desapareça.
Temos de aproveitar o agora, o que ele nos traz e nos possibilita fazer, agora. Porque o agora, como todos sabemos, não voltará a ser igual, e nunca mais voltará da mesma forma.
Por isso, em vez de pensarmos no depois e lamentarmos as saudades do antes, vivamos o agora, o hoje!
«You are too concerned about what was and what will be. There is a saying: yesterday is history, tomorrow is a mystery, but today is a gift. That is why it is called the "present."»
Acham mesmo que o Karma nos traria a todas para esta cidade e juntaria todas estas especiais peculiaridades, para depois as separar e nunca mais as voltar a juntar!?
Sim, ele às vezes é um bocado cruel, mas não acredito que chegue a este ponto.
Não, porque não o vamos deixar!! =)
28 outubro 2010
27 outubro 2010
observações de turista #2
voluntariamente, claro...
26 outubro 2010
bloqueio criativo
só acontecem porque damos demasiada importância a quem não merece.
por isso a ti, indivíduo, vai-te foder. bem fodidinho.
já não tenho paciência para essas merdas.
laxante gráfico e aqui se vai o meu bloquei criativo.
observações de turista
pensamentos em remoinho IX
porque confio que o real, o que se sente, do modo como sinto, não muda.
ainda hoje dei por mim a dedicar o sempre a certos sentimentos.
mas sou parva. porque me esqueço que naquilo que confio são pessoas. eu e os outros.
comigo sei endireitar as coisas, sei os limites, sei até que ponto deixo magoar.
com vocês já tenho medo. com o medo vem a distância.
a quem possa interessar. a quem se esquece.
25 outubro 2010
Rubrica :“Encultar” Portugal
Poderia dizer que após uma longa pesquisa por mim efectuada, encontrei vários e monstruosos erros ortográficos, gramaticais, de género, construções frásicas erradas, conceitos baralhados etc., que me fizeram dar vida a esta rubrica. No entanto, meus caros, a situação é bem mais grave que isso, pois nem sequer foi necessário proceder a qualquer pesquisa, eles simplesmente escorreram até mim como uma fonte.
Ora, seja nas maravilhosas redes sociais, na universidade ou em conversas alheias, mesmo que não queira ver/ouvir/ler (ou ás vezes é mesmo por querer, não vou mentir) eles estão lá e são impossíveis de ignorar.
Não me considerando eu uma expert em língua portuguesa e reconhecendo que fico bem para trás nessa categoria, apenas me proponho a partilhar e a esclarecer alguns dos erros mais inequívocos com que me tenho deparado, dentro dos meus modestos conhecimentos.
- “A grávida não é uma doença, mas sim um estado de saúde” – A grávida ou mulher grávida, como preferirem, realmente não é uma doença, mas também não é estado de saúde nenhum, por definição é uma “mulher em período de gestação”. Já a palavra gravidez pode realmente significar um estado/condição de saúde da mulher que está grávida.
CORRECÇAO: A gravidez não é uma doença, mas sim um estado de saúde
- “És o meu galão” – Galão: copo de café com leite; distintivo na manga ou no boné dos uniformes; etc. (para mais sinónimos consultar o dicionário da língua portuguesa). Parece-me que ou realmente a pessoa pretendia apelidar de “raçado”/troféu ao destinatário da mensagem, ou então a palavra que procurava poderia possivelmente ser galã: actor com boa aparência física e modos elegantes que faz papel de sedutor ou de apaixonado; figura e homem elegante e sedutor; galanteador.
CORRECÇÃO: És o meu galã.
- “AVC= ataque cardíaco” – entrando já mais na minha área de actividades, posso garantir que, como o próprio nome indica AVC (acidente vascular cerebral) não é, de todo, igual ou sinónimo de ataque cardíaco, podendo este ser designado por enfarte do miocárdio.
Realçando novamente que apenas possuo conhecimentos medianos desta nossa língua materna, aprecio e agradeço a quem tiver algo mais a acrescentar, a corrigir ou simplesmente a comentar esta pseudo/semi – aula de português. =)
24 outubro 2010
Uma história sobre contos de fadas (e não só)
Quando era pequena acreditava em contos de fadas. Histórias com finais felizes. A Cinderela encontrava o principe que vinha montado num cavalo branco. A Branca de Neve era salva pelo beijo do Principe Encantado. A Bela encontrava o homem perfeito que existia por baixo da pele de Monstro. A fase da infância. Onde tudo é bonito e cor de rosa, e onde existem cavalos brancos e principes prontos a salvar -nos.
Depois cresci. Os finais felizes deixaram de me emocionar. Na vida nem tudo era como nos contos de fadas. Sofriamos por aquilo que queriamos e muitas vezes acabavamos por não alcançar nada daquilo que pretendiamos. A terrivel fase da adolescência, em que achamos que o mundo inteiro está contra nós, em que a cada canto existe uma perna estendida, prestes a fazer-nos tropeçar. E eram os filmes mais dramáticos e com finais nem sempre felizes que me apaixonavam nesta fase. O anjo que se abdicou do ceú para estar com quem amava, só para depois perder tudo aquilo que ele mais queria na vida. O gladiador que no fim acabou por ser derrotado pela morte.
Cresci um bocadinho mais. E percebi que a vida é uma mistura de contos de fadas e de um mundo fatalista.
Afinal a branca de neve sofreu muito na mão da madrasta e acabou por quase morrer engasgada com a maçã. E quando tudo parecia perdido, alguém estava lá para a salvar. Afinal o gladiador acabou por ver o seu maior desejo realizado e encontrou a familia. Afinal o anjo teve tudo o que sempre desejou, mesmo que só por um momento.
Passamos a vida a errar, na esperança de um dia acabarmos por acertar. Pedimos desculpa por tudo, e as desculpas acabam por deixar de fazer sentido. Não pedimos desculpa no momento certo, e a falta daquela palavra desmorona tanta coisa à nossa volta. Sonhamos com algo que podia ser, e acabamos por nos magoar e cair redondos no chão. Não sonhamos com nada e acabamos por não ter nada porque lutar. Arriscamos e perdemos. Não arriscamos e perdemos ainda mais. Fazemos tudo para ter o nosso final feliz, mas acabamos sempre po r ter apenas o mundo fatalista à nossa frente. E mesmo assim não podemos desistir!
Porque depois da maçã envenenada vem um principe que nos salva. Porque depois da derrota vem o reencontro que sempre desejámos.
