24 outubro 2009

Um ano depois...



Foi há um ano. Há um ano estavas tu a soprar as velas enterradas num bolo feito de gomas. Há um ano estavas tu a abrir uma prenda que escondia uma t-shirt com um chupa. Há um ano estávamos nós a caminho do Integra-te! para a meio voltarmos para casa. Há um ano… Parece que foi há apenas uns meses que te fui achar no quarto com as primeiras lágrimas nos olhos. Lágrimas de alegria. Lágrimas de felicidade. Lágrimas com as quais eu não soube lidar. E digo-te a verdade: continuo sem saber como lidar. Apesar de parecer muito à vontade com elas, essas lágrimas fazem-me confusão. Eu sei que estas a sorrir através delas. Mas só quero que elas parem! Porque… qual é mesma a frase…?... «Compõe-te, oh! caralho» =)






Mas, sinceramente, que derrames muitas mais lágrimas destas, que sorrias imensas mais vezes através de gotas de água salgada a brotarem-te dos teus canais lacrimais. Porque, digas o que disseres, tentes discursar qualquer conjunto de frases disparatado, tu mereces! Mereces todos os esforços! Mereces todas as atenções! Mereces todas as tentativas de te agradar! Porque ninguém te iguala em imaginação. Ninguém te supera em compreensão.






Por todas as horas passadas a ouvir-me disparatar. Por todas as minutos passadas a rir à mesa. Por todos os segundos a engolir uma mistura de bebidas com teor alcoólico duvidoso que no final dá um resultado doce a que dão o nome de bubblicious.






Por todos os momentos…








* Adoro-te para lá de caralhinho *










23 outubro 2009

23.Outubro.(0/8) 9


Somos meros pedacinhos de gente que passeia por cá a sua existência. Tão insignificantezinhos. E, no entanto, vocês mostram-me todos os dias que, mesmo sendo um pedacinho de nheca do ponto negro gigante que é esta galáxia, a mais pequena acção tem um significado enormíssimo e muda tanto tudo. Vocês tornam tudo tão mais fácil.





Fazemos escolhas. Porque algures o karma nos aguarda com uma mão cheia de decisões que temos de tomar, de percursos que temos de fazer, de pessoas perdidas que temos de achar. E, no entanto, vocês mostram-me todos os dias que, embora sendo aquele grãozinho de açúcar que falta para que se torne doce, a diferença se faz precisamente aí. Porque convosco eu não tive de escolher nada. Vocês tornam tudo tão mais fácil.





Por isso, parabéns. Sim, a vocês.
Não simplesmente porque a vossa existência faz anos, mas sim porque existem aqui, agora e têm a infinita capacidade de me deixar existir convosco.




Ora, existamos juntos.


[e o esforço que foi enfiar a Britney na foto?! :)]
(e depois venha isto...)



21 outubro 2009

«We should totally buy a bar!»



Estou eu à mesa com a dRiMna e a MissElliot [a mesa da cozinha onde todas as nossas teorias loucas e geniais aparecem das mais disparatadas conversas] quando nos surge a ideia de abrirmos um bar. [Somos seguidoras assíduas de How I Met Your Mother, e todas achámos a ideia de abrir um bar um máximo]

Mas a questão que desencadeou um mar de gargalhadas e explicações e conclusões cada vez mais elucidativas de como seria o nosso bar não foi a questão de abrir um bar. Mas sim o nome que lhe daríamos. Não pensámos em nenhum nome como Puzzles como Barney Stinson e Ted Mosby . Pensámos num nome que mudaria consoante o número de pessoas que frequentaria o nosso bar.

Isto tudo surgiu devido a uma ida a um bar chamado Sagitário. E então a dRiMna sugere a ideia de um bar chamado Virgem! E aí é que tudo se desencadeou…

Abrir um bar chamado Virgem, em que apenas o seria até a primeira pessoa lá entrar. Mas ao longo do tempo, o nome mudaria [que ideia extraordinariamente genial: um nome que muda com o passar do tempo]. Depois haveria uma escala que ter-se-ia que seguir. À medida que o número de clientes aumentasse, o nome passaria por vários estádios. Passaria de «Virgem» para «Normalzinha», acabando em «Chicholina» [com a frase de apresentação: "Entra, cabem cá muitos"], passando por nomes como «Meia Rodada», «Cuidado, 'tás a ficar pega» e «Oficialmente Badalhoca».

18 outubro 2009

teoria # 2 – FantaStick




Aqui vai mais uma teoria. E esta é inovadora. Mesmo. Uma grande ideia por patentear. (Temos que nos lembrar de ler isto quando estivermos desempregadas e mães de 10 filhos – adoptados, note-se!)



Consiste num novo conceito para o preservativo. Liga-o à ideia de amor e alguma badalhoquice (mas já o era, de qualquer modo). A parte inovadora, como visível na imagem de cima, é o seu reservatório em forma de coração com marcas de medição.



A ideia é simples: permitir a medição do amor que ele nutre por ela pela quantidade de sémen produzido. O nome fill up my <3 aparece como que estampado (com as novas tecnologias tudo é possível… a Harmony já tem os G-Sensation em Braille) de modo a dar mais um incentivo ao casal.



Sugere-se como nome para a marca: FantaStick – demasiadamente galhofeira para ser levado a mal, dirigido para público jovem que percebe destes trocadilhos em inglês e sonante, vá.


[dRiMna]
[MissElliot]
[morgaine]

13 outubro 2009

=) ...sem motivos!?




Há dias estúpidos na vida.



Daqueles dias em que se acorda e se está simplesmente alegre. Porquê? Ninguém sabe. Nem nós próprios, porque não há motivo aparente, não há razão para tanto euforia.



Poderá ser porque simplesmente dormimos bem, as horas suficientes, e carregámos as baterias que à muito andavam em baixo?



Será porque no fundo temos algum motivo escondido que nos faz sorrir, e nestes dias não conseguimos esconder esse sorriso e ele transparece e alegra todos os que estão à nossa volta?



Ou será simplesmente porque de vez em quando nos damos conta que estamos aqui, que estamos vivos, e que se não formos nós a sorrir, ninguém o fará por nós?



Seja como for, existem dias assim. E alegremo-nos por eles. Porque são eles que mostram o melhor de nós. São eles que fazem transparecer toda a alegria de que somos capazes de sentir. São eles que mostram a nossa vontade de viver e de usufruir todos os pequenos momentos que, se bem aproveitados, podem tornar-se nos maiores momentos da nossa existência.



[Para te responder missElliot… estes dias realmente existem, e são aqueles que, sem motivos visíveis, nos trazem mais alegria e nos estampam os sorrisos mais verdadeiros nos lábio]


12 outubro 2009

olha que...


Que mania é esta de combinarmos fazer as coisas a horas certas?!





Ele é uma e meia, quatro menos vinte ou dez para as onze. Nunca três e quarenta e oito ou seis e vinte sete.





E pior...quando é que aprendemos que não é por isso que elas se tornam a coisa certa a fazer?

10 outubro 2009

Demasiada 5-hidroxitriptamina, eu sei...

E quando estamos bem?
Quando tudo faz sentido, quando nos sentimos em harmonia...
Quando estamos bem o que fazemos?

Não nos podemos queixar. Porque estamos bem. Porque então seríamos ridículos e aí veríamos que, na verdade, não estamos bem.

Há tantos textos de pessoas que se sentem mal.
Pessoas tristes, pessoas desesperadas.
Textos tristes, textos desesperados, textos irónicos...

Porque será que raramente alguém escreve sobre quando está bem?
Não tem tempo? Anda demasiado absorvida pelas novas cores que o mundo ganhou?
Porque não damos mais valor ao nosso sorriso?

É que vale mais. Muito mais.
Vale pelo tempo desperdiçado a chorar, a pensar que não há solução. Vale pelo sentimento bom que transmitimos aos que amamos (e nos amam), que não gostam de nos ver sofrer. Vale pela força hercúlea que ganhamos para fazer as coisas, enfrentar os problemas.

Mas dos dias bons, desse sorriso, quase ninguém fala. E não sejamos ingénuos (há falta de pior =]), esses dias existem. É por esses dias que esperamos.

Por isso lanço o desafio: escrevam sobre um dia bom. Publiquem o vosso texto ou guardem-no para vocês. Mas escrevam.

(Enquanto escrevia este texto, ouvi um anúncio na rádio sobre um remédio para piolhos. No dia em que o inventaram, as pessoas não estavam num dia bom:
"- quantos anos tens?
- não sei, mas piolhos tenho muitos!"
slogan: "piolhos? Tire essa ideia da cabeça!"
No entanto, escreveram.)

09 outubro 2009

Renovação


A cada dia que passa cresço mais um pouco.
Porque acredito em ti.
Porque me desiludes.
Porque eu te desiludo.
Porque aprendo a conhecer-te melhor.
Porque me deixas conhecer-te melhor.
Porque caminho acompanhada num trilho novo para mim.
Porque choro por tua causa, quando prometi que não o faria.

Porque sei, que quando acabar, terei crescido da forma certa. No tempo certo.
Simplesmente porque aconteceu, quando aconteceu.

Morningside



[15.Junho]
Amanheceu.
Como qualquer outra manhã.
Espreguiça-se na esperança que isso alivie o seu dia.
Preguiçosamente, vira-se na cama.
Levanta a cabeça surpresa por o ainda encontrar lá.
Mãos juntas, como se rezasse; uma expresssão de paz; um sorriso maroto, como se também nos seus sonhos fosse a força de vida que é todos os dias, quando acordado. O cabelo revolto.
Solta um riso. Porque o apanhou tão indefeso. Porque é de manhã. Porque ele ainda lá está.
Faz-lhe uma festa na testa, que se enruga por momentos, como se de repente se desse conta que alguém o encontra com a guarda tão baixa.
Atira com os lençóis e dirige-se para a casa de banho, a cantarolar, mas não sem antes o beijar levemente na testa e deixar um: “gosto de ti...” preso à sua pele.
Tropeça na roupa dele a caminho da casa de banho. Ri-se. Ele é tão real. Quão mais real poderia ser do que tropeçar na roupa dele? Ter a certeza que ainda lá está?
- Ris-te assim tanto de manhã?
Estaca onde está, com o braço a meio gesto de pegar na sua roupa. Volta-se surpresa por ter sido apanhada.
- Acordei-te? Desculpa...
- Sabes uma coisa? – diz ainda de olhos fechados.
- Diz...
- Não gosto de ser observado enquanto durmo... – e os cantos dos seus lábios levantam-se para formar um sorriso brincalhão.
Ri-se. Vira-se para ir à casa de banho.
- Mas o beijo soube bem...
É a vez dos cantos dos seus lábios formarem um sorriso.
- Agora anda cá, que é fim de semana e eu ainda estou cá...
Sim. Ele ainda lá está.

Doce manhã. =P

06 outubro 2009

18.agosto

Obrigaste-me a sentar naquela mesa e não qualquer outra das vinte e três que o café tinha. (Contei-as enquanto não falámos.) Porque já sabias que aquela era, ia ser especial.
Pegaste na minha mão e deste um beijo na sua palma. (Face anterior da mão. Porque foi isto que o Seeley me ensinou a chamar-lhe.)





E não fosse o teu

“É para que te lembres que é precisamente aí que eu estou. Mas pior...é aí que eu quero estar.”
e eu tinha esquecido. Juro que tinha, pelo menos, tentado.