09 outubro 2010

Parágrafos (II)

Sentaram-se no 3 degrau e esperaram que ficasse escuro, podia ser que a escuridão apagasse aquele momento da memória, escondesse o erro que estavam a cometer e a vergonha que sentiam. E então deram-se a conhecer pela última vez, contaram todos os pormenores, falaram de sonhos, projectos, medos e esperanças. Cada um esperou que o outro dissesse que tudo ia correr bem, mas foram incapazes de o pronunciar.

Passava pouco das 6 quando os primeiros raios da manhã entraram pela porta e o levaram com eles.

Não se despediram.

Agora os holofotes estavam focados neles e a vergonha já não podia ser disfarçada, o erro estava à vista de todos e era assim que ia continuar se saíssem juntos pela porta. Ele estendeu-lhe a mão mas ela deixou-o sair sozinho.

Aquele seria o último erro.

*

“Most of the time it’s just too difficult or too expensive or too scary. It’s only once you’ve stopped that you realize how hard it is to start again, so you force yourself not to want it. But it’s always there, and until you finish it, it always be.”

How i met your mother



So take a chance and do it =)

06 outubro 2010

Basicamente é isto...


imagem retirada daqui (:
Pareceu tão perfeita que tive mesmo de a partilhar aqui =)

LaughBook #1

Imagem: hell yeah facebook

05 outubro 2010

Running

Um pé sempre à frente do outro.

Faço este movimento repetidas vezes e vou abandonando o caminho onde antes me encontrava. Começo a andar, sempre em frente, sem quase olhar para o lado, sem reparar naquilo que está à minha volta. Acelero o passo. O vento bate-me na cara e afasta-me o cabelo do rosto. Um pé à frente do outro. Um movimento ritmado e cada vez mais rápido. O passo aumenta de intensidade e passa a corrida, a música martela-me os ouvidos, abafa-me os pensamentos, liberta os sentimentos reprimidos durante tanto tempo. Sinto cada músculo do corpo, e percebo que tenho controlo absoluto sobre cada partícula de mim. Aumento ainda mais o rítmo. Aumento o volume da música e deixo-me ir. Este momento é meu. Não tenho de pensar em mais nada, em mais ninguém. Sou só eu e o caminho em frente. Sou só eu numa corrida sem pressões.

04 outubro 2010

Um ano!! PARABÉNS a nós!

Têm noção do tempo que já passou!? 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos. Dando mais ênfase, foram exactamente 31 556 952 [se não estou em erro, e aí se iria definitivamente o meu sonho de seguir a matemática] segundos. Tanto tempo, mas parece que foi ainda ontem. Tantas histórias, que parecem que pertenceram a outras vidas.

Faz hoje um ano que 3 ditas pessoas se sentaram à mesa da cozinha e conjecturaram o plano de construir este blog. Faz hoje 1 ano que quem digitasse o endereço para aqui vir parar, encontraria o blog em ‘under construction’, mandando-o para o ‘caralhinho’ que isto ainda não estava pronto. Estava em face de maturação.
E 1 ano se passou, e essa fase continua. Todos os dias existe um pedacinho a mais de maturação neste blog. Não só no que transparece para todos os olhos curiosos apreciarem. Mas também, e principalmente, nas pessoas que, por detrás do antigo e sempre ‘cor-de-rosa’, vão crescendo, transformando-se, moldando-se ao tempo e ao espaço que por elas passa e deixa moça [seja ela por andarem aí aos encontrões ao destino, à pancada com o Karma ou em qualquer beco batendo com as cabeças nos véus que escondem o que não pode ser visto. Hoje.]
Num ano muito mudou e muito ficou na mesma.
Muitos contos foram contados, muitos sonhos foram sonhados. Muitas palavras foram inventadas para prazer dos leitores, muitas foram forjadas para descanso da mente de quem as engendrou.
Muito mudou e muito se manteve. Até nós mudámos e nos multiplicamos, de uma forma estranha, passando de 3 a 5. Mas no fundo sempre tínhamos sido um 5, por isso acaba por ser uma mudança mantida igual.


1 ano é muito tempo. Muito pode acontecer.
O que nos esperará daqui a um ano!? Onde estaremos!? A fazer o quê!?
Mais de metade de nós é finalistas. Não sabe o que esperar. Mas uma coisa é certa. O 5 será sempre o 5, e nunca menos que isso!


Imagens: i can read

03 outubro 2010

The hardest part

Imagem: I can read
"Bom mesmo é o princípio, porque logo a seguir começa o fim..." (Picasso)
(but not yet... not yet...)

30 setembro 2010

A quem merece... Um Desculpa sem tamanho...

Este não é o meu ano; e esta quis deixar de ser a minha cidade. Não tenho tido dos melhores dias, e nem sequer dos meus momentos. E por isso, vocês não têm tido de mim aquilo que sempre vos quis dar.
Tenho um 'desculpa' geral para todos os que me suportam e apoiam sem saber o porquê de tudo. Um 'desculpa' porque não tenho sido quem sou, quem quero e quem vocês merecem. Mas não consigo. Não tenho conseguido.
Tenho um 'desculpa' particular a pedir. A ti, que tanto tens sofrido com os meus maus humores. A ti, que sem saberes, tanto te pareces com aquele com quem não consigo falar. Uma personalidade que entra em choque profundo com aquela que se mostrou ser a minha, sendo tu a úncia com que não consigo tentar e travar de dizer o que devia calar. Um 'desculpa' mais que sincero, porque como te disse, és das que com quem mais fácil me era falar, e com quem agora tenho medo de o fazer. Levaste com tudo de bom que tinha, e com tudo de péssimo que também trazia.



Gostava de prometer que vou voltar ao que era. Gostava de dizer que vou tentar. Mas aprendi que não sei o dia de amanhã, que apenas o agora posso prever, por estar à frente dos meus olhos. Posso-vos dizer que 'agora' vos quero pedir desculpa, e se tivesse força, 'agora' mudava tudo e seria tudo aquilo que não sou.



Um obrigada por continuarem por onde nem eu quereria estar!...

13 setembro 2010

A verdade...

A verdade é que nos queixamos sem fazer nada para o parar de fazer.

A verdade é que é difícil, mas também não fazemos nada para facilitar.

A verdade é que custa, e continuará a custar enquanto a atitude for a mesma.

A verdade é que a paciência acaba, e se não procurarmos mais alguma, ela não nos aparece do nada

A verdade é que, por mais que as palavras sejam repetidas, por ti, por outros, por mim, por todos, se não forem sentidas de verdade, nunca passaram de simples palavras formadas por diferentes conjugações de letras.

A verdade é que se admitimos que cometemos algumas falhas e que fizemos erros, só os ultrapassamos se assim o quisermos. A verdade é que se não quisermos, seremos para sempre atormentados com as acções que foram ou deixaram de ser.

A verdade é que todos, em alguma altura, dizemos que a vida é uma merda. Mas também é verdade que quando ela o é, fomos nós que a levámos até lá, e somos nós que não a tirámos de lá.


Hoje estou num novo quarto, numa nova casa. Não deixa de ser boa. Mas não é a mesma coisa. Não tem as pessoas que devia. Não tem o ambiente que era obrigatório. Não tem o que devia ter, e sem dúvida não é o que eu queria, porque por mais que se procure, a KIA era a KIA, e nada, sem o que a formava, será alguma vez perto do que ela foi.

A verdade é que estou aqui. Mas a verdade é que perdi a paciência para estar.


02 setembro 2010

como (não) escolher o nome de um blog: o básico

Claramente errámos, maltinha. Sinto-me desiludida por vir dar estas notícias, mas falhámos. ‘Compõe-te, oh! caralho’, apesar de intuitivo e tão familiar, veio trazer-nos as mais inóspitas visitas.
Andamos claramente a brincar com o fogo cibernáutico, senão atentai ao que por cá pára:

  • A porta caralho – pois, amigo…não sei que te conte.
  • Caranhos muito pequenos – perdão...caranhos?!
  • Como ter um caralho grande – e vais perguntar isso ao Google…boa!
  • Mulheres encima de um caralho muito grande – mesmo ‘encima’, portanto...
  • Mulheres que fazem tudo por um caralho – depois dessa pesquisa é natural que só as muito desesperadas te achem piada, realmente.

Estava prestes a desistir, mas eis senão quando vejo isto:

  • Mulheres com ‘m’ grande.

Tudo dito. Pelo menos alguém veio parar ao sítio certo.