06 outubro 2010

LaughBook #1

Imagem: hell yeah facebook

05 outubro 2010

Running

Um pé sempre à frente do outro.

Faço este movimento repetidas vezes e vou abandonando o caminho onde antes me encontrava. Começo a andar, sempre em frente, sem quase olhar para o lado, sem reparar naquilo que está à minha volta. Acelero o passo. O vento bate-me na cara e afasta-me o cabelo do rosto. Um pé à frente do outro. Um movimento ritmado e cada vez mais rápido. O passo aumenta de intensidade e passa a corrida, a música martela-me os ouvidos, abafa-me os pensamentos, liberta os sentimentos reprimidos durante tanto tempo. Sinto cada músculo do corpo, e percebo que tenho controlo absoluto sobre cada partícula de mim. Aumento ainda mais o rítmo. Aumento o volume da música e deixo-me ir. Este momento é meu. Não tenho de pensar em mais nada, em mais ninguém. Sou só eu e o caminho em frente. Sou só eu numa corrida sem pressões.

04 outubro 2010

Um ano!! PARABÉNS a nós!

Têm noção do tempo que já passou!? 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos. Dando mais ênfase, foram exactamente 31 556 952 [se não estou em erro, e aí se iria definitivamente o meu sonho de seguir a matemática] segundos. Tanto tempo, mas parece que foi ainda ontem. Tantas histórias, que parecem que pertenceram a outras vidas.

Faz hoje um ano que 3 ditas pessoas se sentaram à mesa da cozinha e conjecturaram o plano de construir este blog. Faz hoje 1 ano que quem digitasse o endereço para aqui vir parar, encontraria o blog em ‘under construction’, mandando-o para o ‘caralhinho’ que isto ainda não estava pronto. Estava em face de maturação.
E 1 ano se passou, e essa fase continua. Todos os dias existe um pedacinho a mais de maturação neste blog. Não só no que transparece para todos os olhos curiosos apreciarem. Mas também, e principalmente, nas pessoas que, por detrás do antigo e sempre ‘cor-de-rosa’, vão crescendo, transformando-se, moldando-se ao tempo e ao espaço que por elas passa e deixa moça [seja ela por andarem aí aos encontrões ao destino, à pancada com o Karma ou em qualquer beco batendo com as cabeças nos véus que escondem o que não pode ser visto. Hoje.]
Num ano muito mudou e muito ficou na mesma.
Muitos contos foram contados, muitos sonhos foram sonhados. Muitas palavras foram inventadas para prazer dos leitores, muitas foram forjadas para descanso da mente de quem as engendrou.
Muito mudou e muito se manteve. Até nós mudámos e nos multiplicamos, de uma forma estranha, passando de 3 a 5. Mas no fundo sempre tínhamos sido um 5, por isso acaba por ser uma mudança mantida igual.


1 ano é muito tempo. Muito pode acontecer.
O que nos esperará daqui a um ano!? Onde estaremos!? A fazer o quê!?
Mais de metade de nós é finalistas. Não sabe o que esperar. Mas uma coisa é certa. O 5 será sempre o 5, e nunca menos que isso!


Imagens: i can read

03 outubro 2010

The hardest part

Imagem: I can read
"Bom mesmo é o princípio, porque logo a seguir começa o fim..." (Picasso)
(but not yet... not yet...)

30 setembro 2010

A quem merece... Um Desculpa sem tamanho...

Este não é o meu ano; e esta quis deixar de ser a minha cidade. Não tenho tido dos melhores dias, e nem sequer dos meus momentos. E por isso, vocês não têm tido de mim aquilo que sempre vos quis dar.
Tenho um 'desculpa' geral para todos os que me suportam e apoiam sem saber o porquê de tudo. Um 'desculpa' porque não tenho sido quem sou, quem quero e quem vocês merecem. Mas não consigo. Não tenho conseguido.
Tenho um 'desculpa' particular a pedir. A ti, que tanto tens sofrido com os meus maus humores. A ti, que sem saberes, tanto te pareces com aquele com quem não consigo falar. Uma personalidade que entra em choque profundo com aquela que se mostrou ser a minha, sendo tu a úncia com que não consigo tentar e travar de dizer o que devia calar. Um 'desculpa' mais que sincero, porque como te disse, és das que com quem mais fácil me era falar, e com quem agora tenho medo de o fazer. Levaste com tudo de bom que tinha, e com tudo de péssimo que também trazia.



Gostava de prometer que vou voltar ao que era. Gostava de dizer que vou tentar. Mas aprendi que não sei o dia de amanhã, que apenas o agora posso prever, por estar à frente dos meus olhos. Posso-vos dizer que 'agora' vos quero pedir desculpa, e se tivesse força, 'agora' mudava tudo e seria tudo aquilo que não sou.



Um obrigada por continuarem por onde nem eu quereria estar!...

13 setembro 2010

A verdade...

A verdade é que nos queixamos sem fazer nada para o parar de fazer.

A verdade é que é difícil, mas também não fazemos nada para facilitar.

A verdade é que custa, e continuará a custar enquanto a atitude for a mesma.

A verdade é que a paciência acaba, e se não procurarmos mais alguma, ela não nos aparece do nada

A verdade é que, por mais que as palavras sejam repetidas, por ti, por outros, por mim, por todos, se não forem sentidas de verdade, nunca passaram de simples palavras formadas por diferentes conjugações de letras.

A verdade é que se admitimos que cometemos algumas falhas e que fizemos erros, só os ultrapassamos se assim o quisermos. A verdade é que se não quisermos, seremos para sempre atormentados com as acções que foram ou deixaram de ser.

A verdade é que todos, em alguma altura, dizemos que a vida é uma merda. Mas também é verdade que quando ela o é, fomos nós que a levámos até lá, e somos nós que não a tirámos de lá.


Hoje estou num novo quarto, numa nova casa. Não deixa de ser boa. Mas não é a mesma coisa. Não tem as pessoas que devia. Não tem o ambiente que era obrigatório. Não tem o que devia ter, e sem dúvida não é o que eu queria, porque por mais que se procure, a KIA era a KIA, e nada, sem o que a formava, será alguma vez perto do que ela foi.

A verdade é que estou aqui. Mas a verdade é que perdi a paciência para estar.


02 setembro 2010

como (não) escolher o nome de um blog: o básico

Claramente errámos, maltinha. Sinto-me desiludida por vir dar estas notícias, mas falhámos. ‘Compõe-te, oh! caralho’, apesar de intuitivo e tão familiar, veio trazer-nos as mais inóspitas visitas.
Andamos claramente a brincar com o fogo cibernáutico, senão atentai ao que por cá pára:

  • A porta caralhopois, amigo…não sei que te conte.
  • Caranhos muito pequenosperdão...caranhos?!
  • Como ter um caralho grandee vais perguntar isso ao Google…boa!
  • Mulheres encima de um caralho muito grandemesmo ‘encima’, portanto...
  • Mulheres que fazem tudo por um caralhodepois dessa pesquisa é natural que só as muito desesperadas te achem piada, realmente.

Estava prestes a desistir, mas eis senão quando vejo isto:

  • Mulheres com ‘m’ grande.

Tudo dito. Pelo menos alguém veio parar ao sítio certo.

19 agosto 2010

Para quem interessa

Tentamos sempre ser aquilo que os outros esperam de nós. Tentamos ser melhores. Tentamos superar-nos. Tentamos ir de encontro às expectativas dos outros. E isso é errado a tantos níveis. Não devemos preocupar-nos tanto com o que os outros pensam, porque sinceramente, aqueles que realmente interessam, aqueles que são mesmo importantes na nossa vida, já nos aceitaram exactamente como somos. E melhor que isso: gostam de nós exactamente por aquilo que somos. Não precisamos de ser melhores, porque para quem interessa quase que atingimos a perfeição.

Imagem retirada de i can read

Sou rabugenta de manha quando acordo. Sou sarcástica, irónica e por vezes muito difícil de perceber. Sou complicada, demasiado racional e sempre com medo de errar. No entanto, há aquelas pessoas que conseguem tirar-me da cama, que entendem a minha ironia e até lhe acham piada, que me compreendem melhor que eu própria, que conseguem decifrar-me naqueles momentos em que sou demasiado complicada, que me levam a viver sem pensar, e sem ter medo de errar, porque me dão a confiança que preciso. E há aquelas pessoas que me conseguem transformar numa pessoa muito mais simpática. As mesmas pessoas de sempre, e por incrível que pareça, até algumas pessoas redescobertas, conseguem essa proeza. Merecem um prémio. Muito melhor que este texto claro! Mas, acho que por enquanto isto vai mesmo ter de chegar. Para a próxima esforço-me mais prometo! De qualquer maneira, acho que o que eu queria mesmo, mesmo dizer era basicamente: Obrigada :P

09 agosto 2010

KARMA


Seja ele aquela figura de homem que se imagina vestida com uma gabardine como se se tratasse de um manto negro que esconde todas as (in)justiças kármicas de que tem de tratar, esgueirando-se pelos cantos da vida de cada um, perseguindo-os e retirando-lhes tudo a que não têm direito, como paga por algo cometido erroneamente no passado. Seja apenas uma desculpa daqueles que não compreendem o porquê de tanto mal lhes estar a acontecer e precisarem desesperadamente de algo ou alguém a quem culpar tal acontecimento cósmico.
Seja o que ou quem for… Tentei ser educada… Tentei fazer tudo certo e jogar o teu jogo… Se me apareces à frente… Pontapeio-te no estômago, esmurro-te a cara, arranco-te os cabelos, e no final ainda te enfio uma bala no lugar onde devias ter o coração.

Um dia contaram-me uma teoria interessante. Que tanto pode ser verdade, coincidência, ou apenas mais uma mera justificação para aquilo que não tem explicação. Seja como for, era e continua a ser uma teoria interessante, mais que não seja pela pessoa que a contou na altura.
Juntando essa teoria ao muito falado Sr. Karma, só posso concluir uma de duas coisas:
Ou este Sr. tirou uns meses de férias para me atormentar mais do que o necessário e esqueceu-se de tratar do resto do mundo, ou então tirou uns meses de felizes férias para o outro lado do mundo e esqueceu-se de deixar alguma felicidade neste lado.
Qualquer das opções, o outro lado do mundo deve andar numa autêntica festa nos últimos meses, com direito a tudo de bom, roubando a este canto do mundo tudo o que ele merecia e deixando-o com nada mais do que o simples nada.


Não sendo isto uma ameaça com repercussões físicas, mas apenas verbais e imaginárias, quando espreitares para o buraco onde me enfiaste, Sr. Karma, vou puxar-te pela mão para dentro dele. Ficarás lá comigo o tempo suficiente para fazer do teu corpo uma escada que me levará para fora daqui; libertarei de ti a vida que roubaste a outros; pegarei no teu manto e farei dele a minha própria mortalha, e com ele vestido irei ter com aquele que detém o poder sobre esta dita justiça cósmica pela qual te dizes reger, e pedir-lhe-ei justificações por aquilo que não sabes que andas a fazer.

Foto: i can read


[Se um dia perceber a lógica e a justiça disto tudo, retiro estas palavras vãs.]

04 agosto 2010

chegou o dia. temei.

Sempre quis poder dizer que alguém chegou a este blog através de uma busca googlal que envolvesse questões realmente acutilantes, daquelas com erros de bradar aos céus e sem ponto de interrogação. Pois bem, meus caros, eis que o dia chegou. E atentai na pérola.

‘Como agente pode abrir uma porta que está fechada com chave’

Depois disto, resta-me admitir que os meus problemas são muito muito pequenos, por comparação. [por outro lado, temo que o nosso blog não tenha sido lá grande ajuda para este amigo.]